Proposta de Resolução
Ficha de Preparação para o Teste — Mat A · 10.º Ano · Modelos Matemáticos para a Cidadania · outubro 2026
Soluções (para verificar rapidamente)
1. 1.1 (C) · 1.2 (B) · 1.3 (D) · 1.4 (A) · 1.5 (C) · 1.6 (D) · 1.7 (D)
2. 880 votantes, 29,6% · A 37,6%, B 32,3%, C 30,1% · A e B · A com 50,9% · 59,2%
3. 50 alunos, O com 36% · M (158 pontos) · M com 64% · P · O perde todos os confrontos
4. $x=8$, 29 sócios · C (61), B (59), A (54) · B passa a vencer (46 contra 41)
5. 37,9% · P 5, Q 3, R 1, S 0 · P 4, Q 3, R 1, S 1 · P e Q favorecidas · 292 votos · coligação 5
6. 900 €, 1350 €, 2250 € · 8000 €, Bruno 2400 €
7. 5, 4, 3, 0 · 4, 4, 3, 1 · 4,44; 4,08; 2,64; 0,84 — Sainte-Laguë; Hondt favorece A · 147 alunos
8. 5, 3, 2 · 6, 4, 1 · Hondt: 6, 3, 1 e 6, 4, 1
9. 126,00; 151,80; 184,92; 1506,00; 336,72; 1169,28 € · 19 320 € · 7,96 € · 59,70 €
10. 250,14 €, 14,9%, 1245,06 € · 293,24 €, 15,0% · 272,24 € nas duas linhas · 1552 €
11. 1500 € · aumenta 2,4% · 5,9%
12. 21 700 € e 17 596 € · 3133,76 € e 2523,76 € · reembolso de 505,00 € · 11,6%
13. 3133,76 € · 2824,96 € → 2926,80 € (mais 101,84 €) · 17,8%
14. separada 8140,03 €, conjunta 6997,60 €, poupam 1142,43 € · sem diferença
Exercício 1 — Escolha múltipla
1.1. BÁSICO
Metade dos votos validamente expressos: $2400\div 2=1200$.
A maioria absoluta exige mais de metade dos votos, ou seja, pelo menos $1201$ votos. Opção (C)
1.2. BÁSICO
Se a abstenção foi $35\%$, votaram $100\%-35\%=65\%$ dos inscritos:
$0{,}65\times 5200=3380$
(O valor $1820=0{,}35\times5200$ é o número de abstencionistas.) Opção (B)
1.3. INTERMÉDIO
Cada boletim distribui sempre $4+3+2+1=10$ pontos, qualquer que seja a ordem.
$50\times 10=500$ pontos
Opção (D)
1.4. INTERMÉDIO
No método de Sainte-Laguë, os votos dividem-se por $1,\,3,\,5,\,\ldots$
| Divisor | A | B |
|---|---|---|
| 1 | 8001 | 5002 |
| 3 | 266,673 | 166,674 |
| 5 | 160 | 100 |
Os quatro maiores quocientes dão 2 mandatos a A e 2 mandatos a B. Opção (A)
Pelo método de Hondt, o 3.º e o 4.º mandatos seriam de A ($400$ e $266{,}67$), ficando A: 3 e B: 1. O método de Sainte-Laguë é mais favorável às listas menos votadas.
1.5. BÁSICO
$1250\times 0{,}11=137{,}50$ €
Opção (C)
1.6. INTERMÉDIO
$\dfrac{1300\times 12}{52\times 40}=\dfrac{15\,600}{2080}=7{,}50$ €
Opção (D)
A opção (B) resulta de dividir 1300 € por $4\times 40=160$ horas, como se o mês tivesse exatamente 4 semanas. Um ano tem 52 semanas, mais do que $12\times 4=48$.
1.7. DESAFIO
No cálculo por escalões, cada parte do rendimento é tributada à taxa do escalão em que se encontra. Ao passar para o 4.º escalão, só a parte que ultrapassa o limite do 3.º escalão é tributada a $26\%$.
- (A) é falsa: a parte que está nos escalões inferiores continua a ser tributada às taxas desses escalões.
- (B) é falsa: o imposto sobre o aumento é, no máximo, $26\%$ desse aumento.
- (C) é falsa: como as primeiras partes são tributadas a taxas menores, a taxa efetiva é inferior a $26\%$.
Opção (D)
Grupo I — Eleições
Exercício 2 — Associação de Estudantes
2.1. BÁSICO
Votantes: todos os que foram votar, incluindo brancos e nulos.
$312+268+250+35+15=880$
Abstencionistas: $1250-880=370$.
$\dfrac{370}{1250}\times 100=29{,}6\%$
880 votantes; abstenção de 29,6%
2.2. BÁSICO
Os votos brancos e nulos não são validamente expressos:
$312+268+250=830$
Lista A: $\dfrac{312}{830}\times 100\approx 37{,}6\%$
Lista B: $\dfrac{268}{830}\times 100\approx 32{,}3\%$
Lista C: $\dfrac{250}{830}\times 100\approx 30{,}1\%$
A: 37,6%; B: 32,3%; C: 30,1%
2.3. BÁSICO
Metade dos votos validamente expressos: $830\div 2=415$. Para ter maioria absoluta, uma lista precisava de pelo menos $416$ votos.
A lista mais votada, A, teve apenas $312$ votos ($37{,}6\%\lt 50\%$). Nenhuma lista obteve maioria absoluta, por isso foi necessária uma segunda volta.
A segunda volta foi disputada pelas listas A e B
2.4. INTERMÉDIO
Passo 1 Distribuir os 250 eleitores da lista C:
para A: $0{,}40\times 250=100$
para B: $0{,}52\times 250=130$
em branco: $250-100-130=20$
Passo 2 Votos de cada lista na segunda volta:
A: $312+100=412$
B: $268+130=398$
Passo 3 Votos validamente expressos: $412+398=810$.
$\dfrac{412}{810}\times 100\approx 50{,}9\%$
Vence a lista A, com 50,9% dos votos validamente expressos
2.5. DESAFIO
Seja $x$ o número de eleitores da lista C que votam em B. Os restantes, $250-x$, votam em A.
Votos de B: $268+x$
Votos de A: $312+(250-x)=562-x$
A lista B vence se tiver mais votos do que A:
$268+x\gt 562-x$ $\;\Leftrightarrow\; 2x\gt 294$ $\;\Leftrightarrow\; x\gt 147$
Como $x$ é um número natural, $x\geq 148$. Com $x=147$ haveria empate ($415$ votos para cada lista).
$\dfrac{148}{250}\times 100=59{,}2\%$
Pelo menos 59,2% dos eleitores da lista C
Exercício 3 — Destino da visita de estudo
3.1. BÁSICO
Número de alunos: $18+14+12+6=50$.
Primeiras preferências: O — 18; M — 14; P — 12; T — 6. O destino mais votado é o Oceanário.
$\dfrac{18}{50}\times 100=36\%$
50 alunos; vence o Oceanário, com 36% dos votos
3.2. BÁSICO
Em cada coluna, multiplica-se o número de votos pelos pontos da posição (4, 3, 2 ou 1):
O: $18\times4+14\times1+12\times1+6\times1=104$
M: $18\times3+14\times4+12\times3+6\times2=158$
P: $18\times2+14\times3+12\times4+6\times3=144$
T: $18\times1+14\times2+12\times2+6\times4=94$
Verificação: $104+158+144+94=500=50\times 10$.
Vence o Museu, com 158 pontos
3.3. INTERMÉDIO
Na primeira volta, ninguém tem maioria absoluta: seriam precisos $26$ votos e o mais votado tem $18$. Os dois destinos mais votados são O (18) e M (14).
Na segunda volta, cada aluno vota no destino, entre O e M, que aparece primeiro na sua ordenação:
- coluna de 18 votos (O, M, P, T): O está à frente de M → O;
- colunas de 14, 12 e 6 votos: M está à frente de O → M.
O: $18$ votos
M: $14+12+6=32$ votos, ou seja, $\dfrac{32}{50}\times100=64\%$
Vence o Museu, com 64% dos votos
3.4. DESAFIO
Em cada etapa, a maioria absoluta exige mais de $25$ votos.
Etapa 1 O — 18; M — 14; P — 12; T — 6. Ninguém tem maioria absoluta. Elimina-se o Teatro.
Na coluna de 6 votos (T, P, M, O), P sobe para 1.ª preferência.
Etapa 2 O — 18; M — 14; P — $12+6=18$. Ninguém tem maioria absoluta. Elimina-se o Museu.
Na coluna de 14 votos (M, P, T, O), P sobe para 1.ª preferência.
Etapa 3 O — 18; P — $18+14=32$. Como $32\gt 25$, o Parque Natural tem maioria absoluta.
Vence o Parque Natural
Com os mesmos boletins, a maioria simples escolhe O, o método de Borda e a segunda volta escolhem M e a eliminação sucessiva escolhe P. O vencedor depende do método usado!
3.5. DESAFIO
Num confronto direto, cada aluno vota no destino que coloca à frente do outro. O Oceanário só está à frente dos outros destinos na coluna de 18 votos. Nas outras três colunas ($14+12+6=32$ votos), está em último lugar.
O contra M: $18$ contra $32$
O contra P: $18$ contra $32$
O contra T: $18$ contra $32$
O Oceanário perde todos os confrontos diretos
A maioria simples só tem em conta as primeiras preferências. Um destino pode vencer por ser a 1.ª escolha de um grupo grande, mesmo que seja a última escolha de todos os outros (aqui, $64\%$ dos alunos colocaram o Oceanário em último lugar).
Exercício 4 — Livro do mês
4.1. INTERMÉDIO
Pontos do livro B em cada coluna (3, 2 ou 1, conforme a posição):
$9\times2+x\times3+7\times1+5\times2=59$
$\Leftrightarrow\; 18+3x+7+10=59$ $\;\Leftrightarrow\; 3x=24$ $\;\Leftrightarrow\; x=8$
Número de sócios: $9+8+7+5=29$.
$x=8$; votaram 29 sócios
4.2. INTERMÉDIO
A: $9\times3+8\times1+7\times2+5\times1=54$
B: $59$ (dado)
C: $9\times1+8\times2+7\times3+5\times3=61$
Verificação: $54+59+61=174=29\times(3+2+1)$.
Escolhido o livro C; ordem: C (61), B (59), A (54)
4.3. DESAFIO
Retirando A, cada coluna fica só com B e C, pela mesma ordem relativa:
- colunas de 9 e 8 votos: B à frente de C;
- colunas de 7 e 5 votos: C à frente de B.
B: $9\times2+8\times2+7\times1+5\times1=46$
C: $9\times1+8\times1+7\times2+5\times2=41$
O novo vencedor é o livro B
O livro A tinha ficado em último lugar e não ia ser escolhido. Mesmo assim, retirá-lo mudou o vencedor de C para B. No método de Borda, a presença de uma opção sem hipóteses de ganhar pode alterar a ordem entre as outras, porque mexe nos pontos que estas recebem.
Exercício 5 — Assembleia de Freguesia
5.1. BÁSICO
Votantes: $1460+1020+510+230+85+47=3352$
Abstencionistas: $5400-3352=2048$
$\dfrac{2048}{5400}\times 100\approx 37{,}9\%$
Taxa de abstenção de 37,9%
5.2. BÁSICO
Dividem-se os votos por $1,2,3,\ldots$ e atribuem-se os 9 mandatos aos 9 maiores quocientes.
| Divisor | P | Q | R | S |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 14601 | 10202 | 5104 | 230 |
| 2 | 7303 | 5105 | 255 | 115 |
| 3 | 486,676 | 3408 | 170 | 76,67 |
| 4 | 3657 | 255 | 127,5 | 57,5 |
| 5 | 2929 | 204 | 102 | 46 |
Os quocientes $510$ de R e de Q estão empatados, mas ambos recebem mandato (4.º e 5.º lugares), por isso o empate não interfere. O 9.º mandato vai para o quociente $292$ de P; o seguinte seria $255$.
P: 5; Q: 3; R: 1; S: 0
5.3. INTERMÉDIO
Dividem-se os votos por $1,3,5,7,\ldots$
| Divisor | P | Q | R | S |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 14601 | 10202 | 5103 | 2307 |
| 3 | 486,674 | 3405 | 170 | 76,67 |
| 5 | 2926 | 2049 | 102 | 46 |
| 7 | 208,578 | 145,71 | 72,86 | 32,86 |
| 9 | 162,22 | 113,33 | 56,67 | 25,56 |
P: 4; Q: 3; R: 1; S: 1
Seriam afetadas as listas P e S: a lista P perde um mandato e a lista S ganha esse mandato. As listas Q e R mantêm os seus mandatos.
5.4. INTERMÉDIO
Votos validamente expressos: $1460+1020+510+230=3220$.
| Lista | % de votos | Mandatos | % de mandatos |
|---|---|---|---|
| P | $\frac{1460}{3220}\approx 45{,}3\%$ | 5 | $\frac{5}{9}\approx 55{,}6\%$ |
| Q | $\frac{1020}{3220}\approx 31{,}7\%$ | 3 | $\frac{3}{9}\approx 33{,}3\%$ |
| R | $\frac{510}{3220}\approx 15{,}8\%$ | 1 | $\frac{1}{9}\approx 11{,}1\%$ |
| S | $\frac{230}{3220}\approx 7{,}1\%$ | 0 | $0\%$ |
As listas P e Q têm uma percentagem de mandatos superior à percentagem de votos; R e S ficam abaixo.
O método de Hondt favorece as listas mais votadas (P e Q)
5.5. DESAFIO
Sem a lista S, os 9 maiores quocientes de P, Q e R são os da tabela de 5.2. O menor deles é $292$ (5.º quociente de P).
O maior quociente de S é o próprio número de votos, $v$. A lista S elege um membro se $v$ ficar entre os 9 maiores quocientes, isto é, se $v\gt 292$, ou se $v=292$, ganhando o desempate por ser a lista menos votada.
Mudar os votos de S não altera os quocientes das outras listas, e o 2.º quociente de S ($v\div 2\approx146$) não chega para mais nenhum mandato.
$292-230=62$ votos a mais
A lista S precisava de, pelo menos, 292 votos
5.6. DESAFIO
Coligação Q+R: $1020+510=1530$ votos.
| Divisor | P | Q+R | S |
|---|---|---|---|
| 1 | 14602 | 15301 | 230 |
| 2 | 7304 | 7653 | 115 |
| 3 | 486,676 | 5105 | 76,67 |
| 4 | 3658 | 382,57 | 57,5 |
| 5 | 292 | 3069 | 46 |
A coligação elege 5 membros, enquanto Q e R, separadas, elegiam $3+1=4$. O mandato a mais vem da lista P, que desce de 5 para 4.
Coligação: 5 membros; separadas: 4 membros
Grupo II — Partilha proporcional
Exercício 6 — Divisão do lucro
6.1. BÁSICO
Investimento total: $6000+9000+15\,000=30\,000$ €. Cada sócio recebe a fração do lucro igual à sua fração do investimento.
Ana: $\dfrac{6000}{30\,000}\times 4500=0{,}2\times4500=900$ €
Bruno: $\dfrac{9000}{30\,000}\times 4500=0{,}3\times4500=1350$ €
Carla: $\dfrac{15\,000}{30\,000}\times 4500=0{,}5\times4500=2250$ €
Verificação: $900+1350+2250=4500$.
Ana: 900 €; Bruno: 1350 €; Carla: 2250 €
6.2. INTERMÉDIO
Seja $L$ o lucro do segundo ano. A Carla recebe $0{,}5L$ e a Ana recebe $0{,}2L$.
$0{,}5L-0{,}2L=2400$ $\;\Leftrightarrow\; 0{,}3L=2400$ $\;\Leftrightarrow\; L=8000$
Bruno: $0{,}3\times 8000=2400$ €
Lucro de 8000 €; o Bruno recebeu 2400 €
Exercício 7 — Computadores para as escolas
7.1. BÁSICO
| Divisor | A | B | C | D |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 7401 | 6802 | 4403 | 140 |
| 2 | 3704 | 3405 | 2208 | 70 |
| 3 | 246,676 | 226,677 | 146,6712 | 46,67 |
| 4 | 1859 | 17010 | 110 | 35 |
| 5 | 14811 | 136 | 88 | 28 |
O 12.º computador vai para a escola C ($146{,}67$). O quociente seguinte seria $140$, da escola D, que fica sem computador.
A: 5; B: 4; C: 3; D: 0
7.2. INTERMÉDIO
| Divisor | A | B | C | D |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 7401 | 6802 | 4403 | 1408 |
| 3 | 246,674 | 226,675 | 146,677 | 46,67 |
| 5 | 1486 | 1369 | 8812 | 28 |
| 7 | 105,7110 | 97,1411 | 62,86 | 20 |
| 9 | 82,22 | 75,56 | 48,89 | 15,56 |
A: 4; B: 4; C: 3; D: 1
7.3. INTERMÉDIO
Total de alunos: $740+680+440+140=2000$.
A: $\dfrac{740}{2000}\times12=4{,}44$
B: $\dfrac{680}{2000}\times12=4{,}08$
C: $\dfrac{440}{2000}\times12=2{,}64$
D: $\dfrac{140}{2000}\times12=0{,}84$
Arredondando às unidades: A — 4, B — 4, C — 3, D — 1 (soma 12). É exatamente a distribuição de Sainte-Laguë.
O método de Hondt dá 5 computadores à escola A (quota $4{,}44$) e nenhum à escola D (quota $0{,}84$).
Sainte-Laguë coincide com o arredondamento; Hondt favorece a escola maior (A)
7.4. DESAFIO
Sem a escola D, os 12 maiores quocientes de A, B e C são os de 7.1. O menor é $146{,}67$ (3.º quociente de C).
O maior quociente de D é o seu número de alunos, $n$. A escola D recebe um computador se $n\gt 146{,}67$. Assim, ultrapassa o quociente de C e fica com o 12.º computador.
$n\geq 147$, ou seja, mais $147-140=7$ alunos
A escola D teria de ter, pelo menos, 147 alunos
Exercício 8 — Método de Hamilton
8.1. INTERMÉDIO
Passo 1 Divisor-padrão: total de sócios $155+100+45=300$.
$300\div 10=30$
Passo 2 Quotas:
Norte: $155\div 30\approx 5{,}17$
Centro: $100\div 30\approx 3{,}33$
Sul: $45\div 30=1{,}50$
Passo 3 Partes inteiras: $5+3+1=9$. Sobra $10-9=1$ bilhete.
Passo 4 A maior parte decimal é a do Sul ($0{,}50$), que recebe o bilhete que sobra.
Norte: 5; Centro: 3; Sul: 2
8.2. DESAFIO
Passo 1 Divisor-padrão: $300\div 11\approx 27{,}27$.
Passo 2 Quotas (é mais rigoroso calcular $\text{sócios}\times\frac{11}{300}$):
Norte: $155\times\dfrac{11}{300}\approx 5{,}68$
Centro: $100\times\dfrac{11}{300}\approx 3{,}67$
Sul: $45\times\dfrac{11}{300}=1{,}65$
Passo 3 Partes inteiras: $5+3+1=9$. Sobram $11-9=2$ bilhetes.
Passo 4 Maiores partes decimais: Norte ($0{,}68$) e Centro ($0{,}67$). O Sul ($0{,}65$) não recebe nenhum bilhete extra.
Norte: 6; Centro: 4; Sul: 1
Com 10 bilhetes o Sul recebia 2 e, com 11, recebe apenas 1: perde um bilhete quando há mais bilhetes para distribuir.
Este fenómeno é conhecido como paradoxo do Alabama. Foi detetado em 1880, nos EUA, quando se recalculou a distribuição dos lugares do Congresso pelos estados.
8.3. DESAFIO
| Divisor | Norte | Centro | Sul |
|---|---|---|---|
| 1 | 1551 | 1002 | 456 |
| 2 | 77,53 | 505 | 22,5 |
| 3 | 51,674 | 33,338 | 15 |
| 4 | 38,757 | 2511 | |
| 5 | 319 | 20 | |
| 6 | 25,8310 | ||
| 7 | 22,14 |
Com 10 bilhetes (quocientes 1 a 10): Norte 6, Centro 3, Sul 1.
Com 11 bilhetes (junta-se o 11.º quociente, $25$ do Centro): Norte 6, Centro 4, Sul 1.
No método de Hondt, passar de 10 para 11 bilhetes acrescenta apenas o quociente seguinte da lista ordenada. Os 10 lugares já atribuídos mantêm-se, por isso nenhum núcleo pode perder bilhetes.
Com Hondt, nenhum núcleo perde bilhetes
Grupo III — Salários e IRS
Exercício 9 — Recibo de vencimento do Rui
9.1. BÁSICO
(1) Subsídio de refeição: $21\times 6{,}00=126{,}00$ €
(2) Segurança Social: $1380\times 0{,}11=151{,}80$ €
(3) Retenção de IRS: $1380\times 0{,}134=184{,}92$ €
(4) Total de abonos: $1380+126=1506{,}00$ €
(5) Total de descontos: $151{,}80+184{,}92=336{,}72$ €
(6) Valor líquido: $1506{,}00-336{,}72=1169{,}28$ €
(1) 126,00 €; (2) 151,80 €; (3) 184,92 €; (4) 1506,00 €; (5) 336,72 €; (6) 1169,28 €
9.2. BÁSICO
$1380\times 14=19\,320$ €
Remuneração-base anual: 19 320 €
9.3. INTERMÉDIO
$\dfrac{1380\times 12}{52\times 40}=\dfrac{16\,560}{2080}\approx 7{,}96$ €
Cada hora de trabalho vale cerca de 7,96 €
9.4. INTERMÉDIO
Com um acréscimo de $25\%$, cada hora extraordinária vale $125\%$ da hora normal:
$7{,}96\times 1{,}25=9{,}95$ €
$6\times 9{,}95=59{,}70$ €
O Rui recebeu 59,70 € ilíquidos pelas horas extraordinárias
Exercício 10 — Tabela de retenção na fonte
10.1. INTERMÉDIO
Como $1680\in\,]1123\,;\,1765]$, usa-se a taxa de $26\%$ e a parcela a abater de $186{,}66$ €. A Sofia não tem dependentes.
Retenção: $1680\times 0{,}26-186{,}66$ $=436{,}80-186{,}66$ $=250{,}14$ €
Taxa efetiva: $\dfrac{250{,}14}{1680}\times 100\approx 14{,}9\%$
Segurança Social: $1680\times 0{,}11=184{,}80$ €
Salário líquido: $1680-184{,}80-250{,}14$ $=1245{,}06$ €
Retenção: 250,14 €; taxa efetiva: 14,9%; salário líquido: 1245,06 €
10.2. INTERMÉDIO
Como $1960\in\,]1765\,;\,2057]$, usa-se a taxa de $32{,}75\%$, a parcela a abater de $305{,}80$ € e 2 dependentes.
$1960\times 0{,}3275=641{,}90$
$641{,}90-305{,}80-2\times 21{,}43$ $=641{,}90-305{,}80-42{,}86$ $=293{,}24$ €
Taxa efetiva: $\dfrac{293{,}24}{1960}\times 100\approx 15{,}0\%$
Retenção: 293,24 €; taxa efetiva: 15,0%
10.3. DESAFIO
Linha de $26\%$: $1765\times 0{,}26-186{,}66$ $=458{,}90-186{,}66=272{,}24$ €
Linha de $32{,}75\%$: $1765\times 0{,}3275-305{,}80$ $=578{,}04-305{,}80\approx272{,}24$ €
As duas linhas dão a mesma retenção, 272,24 €
Sem a parcela a abater, um aumento de 1 € (de 1765 € para 1766 €) faria a retenção saltar de $1765\times0{,}26=458{,}90$ € para $1766\times0{,}3275\approx578{,}37$ €. O trabalhador receberia menos, apesar de ganhar mais.
A parcela a abater faz com que a taxa mais alta só pese, na prática, sobre a parte da remuneração acima do limite. Assim, a retenção cresce sem saltos quando se muda de linha.
10.4. DESAFIO
Seja $R$ a remuneração mensal. Testa-se a linha de $26\%$, com 1 dependente:
$0{,}26R-186{,}66-21{,}43=195{,}43$
$\Leftrightarrow\; 0{,}26R=403{,}52$ $\;\Leftrightarrow\; R=1552$
Como $1552\in\,]1123\,;\,1765]$, o valor é coerente com a linha usada.
As outras linhas não servem. Com a linha de $18\%$ obtinha-se $R=\frac{195{,}43+96{,}82+21{,}43}{0{,}18}\approx1742{,}67$, que não pertence a $]1001\,;\,1123]$. Com a linha de $32{,}75\%$ obtinha-se $R=\frac{195{,}43+305{,}80+21{,}43}{0{,}3275}\approx 1595{,}91$, que não pertence a $]1765\,;\,2057]$.
A remuneração mensal da Carla é 1552 €
Exercício 11 — Do salário líquido ao salário-base
11.1. INTERMÉDIO
Seja $S$ o salário-base. Os descontos são $11\%+13\%=24\%$ de $S$, logo o Tiago fica com $76\%$ de $S$, mais o subsídio de refeição:
$0{,}76S+132=1272$
$\Leftrightarrow\; 0{,}76S=1140$ $\;\Leftrightarrow\; S=1500$
Verificação: $1500-165-195+132=1272$.
O salário-base do Tiago é 1500 €
11.2. DESAFIO
Novo salário-base: $1500\times 1{,}04=1560$ €
Os descontos passam a ser $11\%+14\%=25\%$, logo o Tiago fica com $75\%$ do salário-base:
$0{,}75\times 1560+132$ $=1170+132=1302{,}00$ €
$\dfrac{1302-1272}{1272}\times 100\approx 2{,}4\%$
O salário líquido aumenta 30 €, ou seja, cerca de 2,4% (menos de 4%)
Isto acontece porque a taxa de retenção também subiu e porque o subsídio de refeição não aumentou.
11.3. DESAFIO
Salário líquido pretendido: $1272\times 1{,}04=1322{,}88$ €
$0{,}75S+132=1322{,}88$ $\;\Leftrightarrow\; 0{,}75S=1190{,}88$
$\Leftrightarrow\; S=1587{,}84$
$\dfrac{1587{,}84-1500}{1500}\times 100\approx 5{,}9\%$
O salário-base teria de aumentar cerca de 5,9%
Exercício 12 — IRS anual da Inês
12.1. BÁSICO
Rendimento bruto anual: $1550\times 14=21\,700$ €
Rendimento coletável: $21\,700-4104=17\,596$ €
Rendimento bruto: 21 700 €; rendimento coletável: 17 596 €
12.2. INTERMÉDIO
Como $17\,596$ está entre $16\,472$ e $21\,321$, aplica-se o 4.º escalão: taxa de $26\%$ e parcela a abater de $1441{,}20$ €.
Coleta: $17\,596\times 0{,}26-1441{,}20$
$=4574{,}96-1441{,}20=3133{,}76$ €
Imposto: $3133{,}76-610=2523{,}76$ €
Coleta: 3133,76 €; imposto a pagar: 2523,76 €
12.3. INTERMÉDIO
Retenção mensal, pela tabela do exercício 10 ($1550\in\,]1123\,;\,1765]$, sem dependentes):
$1550\times 0{,}26-186{,}66$ $=403-186{,}66=216{,}34$ €
Retido no ano: $14\times 216{,}34=3028{,}76$ €
Foi retido mais do que o imposto devido:
$3028{,}76-2523{,}76=505{,}00$ €
A Inês recebe um reembolso de 505,00 €
12.4. INTERMÉDIO
$\dfrac{2523{,}76}{21\,700}\times 100\approx 11{,}6\%$
Taxa efetiva de IRS: 11,6%
Exercício 13 — Como funcionam os escalões
13.1. DESAFIO
Divide-se $17\,596$ € pelos escalões que ocupa:
| Escalão | Parte do rendimento | Taxa | Imposto |
|---|---|---|---|
| 1.º | $7703$ | 13,25% | $1020{,}65$ |
| 2.º | $11\,623-7703$ $=3920$ | 18% | $705{,}60$ |
| 3.º | $16\,472-11\,623$ $=4849$ | 23% | $1115{,}27$ |
| 4.º | $17\,596-16\,472$ $=1124$ | 26% | $292{,}24$ |
| Total | $3133{,}76$ | ||
3133,76 €, o mesmo valor obtido com a parcela a abater
A parcela a abater ($1441{,}20$ €) é precisamente o que se «desconta» por as primeiras partes do rendimento pagarem menos de $26\%$. É apenas um atalho para o cálculo escalão a escalão.
13.2. DESAFIO
Antes (3.º escalão): $16\,400\times0{,}23-947{,}04$ $=3772-947{,}04=2824{,}96$ €
Depois (4.º escalão): $16\,800\times0{,}26-1441{,}20$ $=4368-1441{,}20=2926{,}80$ €
Aumento do imposto: $2926{,}80-2824{,}96=101{,}84$ €
O rendimento coletável aumentou $400$ €, mas o imposto só aumentou $101{,}84$ €. Depois de pagar o imposto, o Pedro fica com mais $400-101{,}84=298{,}16$ €.
Escalão a escalão, só os $328$ € acima de $16\,472$ € pagam $26\%$:
$72\times0{,}23+328\times0{,}26$ $=16{,}56+85{,}28=101{,}84$ €
O Pedro não tem razão: ganharia mais 298,16 € depois do imposto
13.3. DESAFIO
$\dfrac{3133{,}76}{17\,596}\times 100\approx 17{,}8\%$
A coleta corresponde a 17,8% do rendimento coletável
A taxa de $26\%$ só se aplica aos últimos $1124$ €. A maior parte do rendimento ($16\,472$ €) é tributada a $13{,}25\%$, $18\%$ e $23\%$, por isso a percentagem global fica bem abaixo de $26\%$.
Exercício 14 — Tributação conjunta ou separada?
14.1. DESAFIO
Separada
Rita (6.º escalão): $30\,000\times0{,}37-4034{,}08$ $=11\,100-4034{,}08=7065{,}92$ €
Paulo (2.º escalão): $8000\times0{,}18-365{,}89$ $=1440-365{,}89=1074{,}11$ €
Total: $7065{,}92+1074{,}11=8140{,}03$ €
Conjunta
$\dfrac{30\,000+8000}{2}=19\,000$ € (4.º escalão)
$19\,000\times0{,}26-1441{,}20$ $=4940-1441{,}20=3498{,}80$ €
Total: $2\times3498{,}80=6997{,}60$ €
Poupança: $8140{,}03-6997{,}60=1142{,}43$ €
A tributação conjunta é mais vantajosa: poupam 1142,43 €
14.2. DESAFIO
Na tributação separada, parte do rendimento da Rita é tributada a taxas altas ($32{,}75\%$ e $37\%$). Ao dividir a soma por 2, cada metade fica no 4.º escalão. Assim, nenhuma parte do rendimento passa a ser tributada acima de $26\%$, e o casal aproveita melhor os escalões mais baixos.
Se ambos tivessem $19\,000$ €:
Separada: $3498{,}80+3498{,}80=6997{,}60$ €
Conjunta: $\dfrac{19\,000+19\,000}{2}=19\,000$, logo $2\times3498{,}80=6997{,}60$ €
Não haveria diferença: com rendimentos iguais, as duas opções dão a mesma coleta
A tributação conjunta só reduz o imposto quando os rendimentos dos dois são diferentes, e a vantagem é tanto maior quanto maior for essa diferença.