- Demonstrar é partir das hipóteses e das definições e justificar cada passo; refutar basta com um contraexemplo.
- Trigonometria: \(\sin^{2}x+\cos^{2}x=1\); \(\sin(2x)=2\sin x\cos x\); \(\cos(2x)=\cos^{2}x-\sin^{2}x\); fórmulas da soma e da diferença.
- Complexos: \(z\,\bar z=\left|z\right|^{2}\); \(z\) é real \(\Leftrightarrow z=\bar z\); \(z\) é imaginário puro \(\Leftrightarrow z=-\bar z\) (com \(z\neq0\)).
- Derivadas: regras do produto, do quociente e da função composta; \(f^{\prime}\) dá monotonia e \(f^{\prime\prime}\) dá o sentido da concavidade.
- Limites: levantar as indeterminações com fatorização, conjugado ou limites notáveis.
- Probabilidades: interpretar a expressão dada (produto \(\rightarrow\) etapas ou independência; \(^{n}C_{p}\) \(\rightarrow\) escolha sem ordem; soma \(\rightarrow\) casos disjuntos).
- A resposta tem de ser um raciocínio completo, com as igualdades e as propriedades usadas devidamente identificadas.
Exercícios de Exames Nacionais — Prova 635
Seja $f$ uma função, de domínio $\mathbb{R}$, positiva e duas vezes diferenciável, cujo gráfico tem concavidade voltada para cima e cuja primeira derivada não se anula.
Seja $g$ a função, de domínio $\mathbb{R}$, definida por $g(x)=\big[f(x)\big]^2$.
Estude a função $g$ quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico.
Para estudar o sentido das concavidades do gráfico de $g$, estudamos o sinal de $g''$. Aplicando a regra de derivação do produto:
Assim, temos que, para todo o $x\in\mathbb{R}$:
- $2>0$;
- $\big[f'(x)\big]^2>0$, porque $f'(x)$ é um número real e, por hipótese, $f'$ não se anula;
- $f(x)>0$, porque a função $f$ é positiva;
- $f''(x)\geq 0$, porque o gráfico de $f$ tem concavidade voltada para cima.
Logo, podemos concluir que (porque $g''$ resulta de somas e produtos de funções positivas ou não negativas):
Seja $a$ um número real positivo, e seja $h$ uma função contínua de domínio $[0,\,a]$ e contradomínio $[0,\,a]$.
Prove que existe, pelo menos, um ponto do gráfico da função $h$ que pertence à bissetriz do primeiro quadrante.
A equação da bissetriz dos quadrantes ímpares é $y=x$, assim, um ponto do gráfico da função $h$ que pertença à bissetriz é do tipo $h(x)=x$, em $[0,\,a]$.
Seja $h(x)=x \Leftrightarrow h(x)-x=0$. Consideremos, então, a função auxiliar $f$, de domínio $[0,\,a]$, definida por:
Provar o pretendido equivale a provar que $f$ tem, pelo menos, um zero em $[0,\,a]$.
Verificar as hipóteses do teorema de Bolzano-CauchyA função $f$ é contínua em $[0,\,a]$, porque é a diferença de duas funções contínuas em $[0,\,a]$ ($h$, por hipótese, e $x\mapsto x$, função afim).
Como o contradomínio de $h$ é $[0,\,a]$, tem-se $0\leq h(x)\leq a$ para todo o $x\in[0,\,a]$. Assim:
- Se $h(0)=0$, o ponto de abcissa $0$ satisfaz a condição;
- Se $h(0)>0$, então $f(0)=h(0)-0=h(0)>0$;
- Se $h(a)=a$, o ponto de abcissa $a$ satisfaz a condição;
- Se $h(a)
Logo, nos casos em que $h(0)\neq 0$ e $h(a)\neq a$, tem-se $f(0)>0$ e $f(a)<0$ e, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, existe $c\in\,]0,\,a[$ tal que $f(c)=0$, ou seja, $h(c)=c$.
Sejam $a$, $b$ e $c$ números reais não nulos, e seja $f$ a função, de domínio $\mathbb{R}$, definida por
Seja $r$ uma reta que intersecta o gráfico da função $f$ no ponto de abcissa zero.
Mostre que, se a reta $r$ intersectar o gráfico da função $f$ noutros dois pontos distintos, então esses pontos têm abcissas simétricas.
Como a reta $r$ intersecta o gráfico de $f$ no ponto de abcissa zero, o ponto $\big(0,\,f(0)\big)$ pertence à reta $r$. Ora:
Assim, $c$ é a ordenada na origem da reta $r$ e, sendo $m$ o seu declive, a equação reduzida da reta $r$ é $y=mx+c$.
Determinar os pontos de intersecçãoAs abcissas dos pontos de intersecção da reta $r$ com o gráfico de $f$ são as soluções da equação $f(x)=mx+c$:
Portanto, os dois pontos distintos do ponto de abcissa $0$ existem quando $\dfrac{m-b}{a}>0$, uma vez que, se $\dfrac{m-b}{a}=0$, a reta $r$ e o gráfico de $f$ só se intersectariam no ponto de abcissa $0$. As abcissas desses dois pontos são:
Seja $f$ uma função contínua, de domínio $[0,\,+\infty[$, cujo gráfico admite uma assíntota horizontal.
Determine uma equação da assíntota não vertical ao gráfico da função $g$, de domínio $[0,\,+\infty[$, definida por
Como o gráfico de $f$ admite uma assíntota horizontal quando $x\to+\infty$, existe $k\in\mathbb{R}$ tal que $\displaystyle\lim_{x\to+\infty}f(x)=k$. Daqui resulta que:
Procuramos a assíntota oblíqua $y=mx+b$ quando $x\to+\infty$. Como, para $x>0$, $x=\sqrt{x^2}$, temos:
Multiplicando e dividindo pelo binómio conjugado:
Dividindo o numerador e o denominador por $x$:
Considere uma função $f$, de domínio $\mathbb{R}$, par e diferenciável.
Seja $a$ um número real tal que $f'(a)=f(a)$, com $f(a)\neq 0$.
Prove que $f'(-a)\times f'(a)=-\big[f(a)\big]^2$.
Sugestão: na sua resposta, poderá fazer uso da definição de derivada de uma função num ponto.
Por definição de derivada de uma função num ponto:
Como $f$ é par, $f(-a)=f(a)$ e $f(x)=f(-x)$ para todo o $x\in\mathbb{R}$. Assim:
Fazendo a mudança de variável $y=-x$ (quando $x\to -a$, tem-se $y\to a$):
Como, por hipótese, $f'(a)=f(a)$, vem:
Para certos valores reais de $b$ e de $m$, não nulos, a reta de equação $y=mx+1$ é tangente ao gráfico da função quadrática definida por $f(x)=2x^2+bx+5$ num ponto cuja abcissa é positiva.
Determine a abcissa desse ponto.
Seja $a$ a abcissa do ponto de tangência. Como a reta de equação $y=mx+1$ é tangente ao gráfico de $f$ no ponto de abcissa $a$, o seu declive é igual à derivada de $f$ nesse ponto:
O ponto de tangência $\big(a,\,f(a)\big)$ pertence à reta, pelo que $f(a)=ma+1$, ou seja:
Como, por hipótese, a abcissa do ponto de tangência é positiva, conclui-se que $a=\sqrt{2}$.
Considere uma função, $h$, de domínio $\mathbb{R}$, definida por $h(x)=ax^2$, com $a\neq 0$, e dois pontos, $A$ e $B$, do seu gráfico.
Mostre que o ponto de intersecção das retas tangentes ao gráfico de $h$ nos pontos $A$ e $B$ pertence à reta vertical que contém o ponto médio do segmento de reta $[AB]$.
Designando por $m$ e $n$ as abcissas dos pontos $A$ e $B$, temos que as respetivas coordenadas e as do ponto médio, $M$, de $[AB]$ são:
- $A\big(m,\,h(m)\big)=\big(m,\,am^2\big)$;
- $B\big(n,\,h(n)\big)=\big(n,\,an^2\big)$;
- $M\left(\dfrac{m+n}{2},\,\dfrac{am^2+an^2}{2}\right)$.
Como a derivada da função $h$ é $h'(x)=\big(ax^2\big)'=2ax$, os declives das retas tangentes ao gráfico de $h$, nos pontos $A$ e $B$, são, respetivamente:
Substituindo o declive e as coordenadas do ponto de tangência, determinamos a ordenada na origem de cada uma das retas:
- $y=m_A\,x+b_A \Leftrightarrow am^2=2am\times m+b_A \Leftrightarrow am^2-2am^2=b_A \Leftrightarrow b_A=-am^2$
- $y=m_B\,x+b_B \Leftrightarrow an^2=2an\times n+b_B \Leftrightarrow an^2-2an^2=b_B \Leftrightarrow b_B=-an^2$
Ou seja, as equações das retas tangentes nos pontos $A$ e $B$ são, respetivamente, $y=2amx-am^2$ e $y=2anx-an^2$.
Abcissa do ponto de intersecção das tangentesA abcissa do ponto de intersecção das retas é a solução da equação:
Considere as funções $f$ e $g$, de domínio $]0,\,+\infty[$, definidas por $f(x)=\dfrac{k}{x}$ e por $g(x)=-\dfrac{k}{x}$, com $k>0$.
Considere ainda:
- dois pontos $P$ e $Q$, com a mesma abcissa, pertencentes, respetivamente, ao gráfico da função $f$ e ao gráfico da função $g$;
- a reta $s$, tangente ao gráfico da função $f$ no ponto $P$;
- a reta $t$, tangente ao gráfico da função $g$ no ponto $Q$;
- o ponto $R$, ponto de intersecção das retas $s$ e $t$.
Mostre que, qualquer que seja a abcissa dos pontos $P$ e $Q$, a área do triângulo $[PQR]$ é igual a $k$.
Seja $a$ a abcissa dos pontos $P$ e $Q$. Como $P$ pertence ao gráfico de $f$ e $Q$ pertence ao gráfico de $g$:
Calculando as derivadas:
Como $s$ é a reta tangente ao gráfico de $f$ no ponto de abcissa $a$, o seu declive é $f'(a)=-\dfrac{k}{a^2}$, ou seja, $s:\ y=-\dfrac{k}{a^2}\,x+b_s$. Como $P\left(a,\,\dfrac{k}{a}\right)$ pertence à reta $s$:
Como $t$ é a reta tangente ao gráfico de $g$ no ponto de abcissa $a$, o seu declive é $g'(a)=\dfrac{k}{a^2}$, ou seja, $t:\ y=\dfrac{k}{a^2}\,x+b_t$. Como $Q\left(a,\,-\dfrac{k}{a}\right)$ pertence à reta $t$:
$R$ é o ponto de intersecção das retas $s$ e $t$:
A ordenada do ponto de intersecção é:
A base $[PQ]$ é vertical, com $\overline{PQ}=f(a)-g(a)=\dfrac{k}{a}+\dfrac{k}{a}=\dfrac{2k}{a}$, e a altura do triângulo $[PQR]$ relativa a essa base é igual a $2a-a=a$. Logo, a área do triângulo $[PQR]$ é:
Sejam $a$ e $b$ números reais, não nulos, tais que a reta de equação $y=ax+b$ é tangente ao gráfico da função $f$, de domínio $\mathbb{R}$, definida por $f(x)=ax^2+bx$.
Determine as coordenadas do ponto de tangência.
Calculando a derivada de $f$:
Como a reta de equação $y=ax+b$ é tangente ao gráfico de $f$, o seu declive, $a$, é igual à derivada de $f$ na abcissa do ponto de tangência:
Como o ponto de tangência pertence à reta e ao gráfico da função, $f\left(\dfrac{a-b}{2a}\right)=a\times\dfrac{a-b}{2a}+b$, ou seja:
Multiplicando ambos os membros por $4a$ $(a\neq 0)$:
Como $b=-a$, então:
e, substituindo na equação da reta:
Seja $k$ um número real positivo.
Considere a função $f$, de domínio $]0,\,+\infty[$, definida por $f(x)=\sqrt{kx}-\ln(kx)$.
Determine, sem recorrer à calculadora, o contradomínio da função $f$.
Começamos por determinar a expressão da derivada da função $f$, para estudar a monotonia da função e a existência de extremos:
Estudando a variação do sinal da derivada e relacionando com a monotonia da função, conclui-se que a função $f$ é decrescente no intervalo $\left]0,\,\dfrac{4}{k}\right]$ e crescente no intervalo $\left[\dfrac{4}{k},\,+\infty\right[$, pelo que tem um mínimo absoluto em $x=\dfrac{4}{k}$, cujo valor é:
Como a função é contínua, porque é o produto, a diferença e a composição de funções contínuas, e
então o contradomínio de $f$ é:
Considere, num referencial o.n. $Oxy$, o gráfico da função $f$, de domínio $\mathbb{R}$, definida por $f(x)=x^2$, e uma reta $r$, não vertical, que passa no ponto de coordenadas $(0,\,1)$.
Sejam $A$ e $B$ os pontos de intersecção da reta $r$ com o gráfico da função $f$.
Mostre que o ângulo convexo $AOB$ é um ângulo reto.
A reta $r$ é definida por uma equação do tipo $y=mx+1$, sendo $m$ o declive dessa reta, na medida em que a ordenada na origem é igual a $1$.
Pontos de intersecção com o gráfico de fDeterminando as abcissas dos pontos de intersecção da reta $r$ com o gráfico da função $f$:
Assim, os pontos $A$ e $B$ têm coordenadas:
Calculando o produto escalar $\overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OB}$, e notando que o produto das abcissas é:
vem que:
Seja $k$ um número real não nulo, e seja $f$ a função definida, em $\mathbb{R}^+$, por $f(x)=\dfrac{k}{x}$.
Considere dois pontos do gráfico de $f$, $A$ e $B$, sendo $A$ o de menor abcissa. Considere, também, o ponto desse gráfico em que a reta tangente ao gráfico é paralela à reta $AB$.
Mostre que, para qualquer valor de $k$, as abcissas dos três pontos são termos consecutivos de uma progressão geométrica.
Seja $a$ a abcissa do ponto $A$ e $b$ a abcissa do ponto $B$, com $a,\,b\in\mathbb{R}^+$ e $a
O declive da reta que passa pelos pontos $A$ e $B$ é:
Seja $c\in\mathbb{R}^+$ a abcissa do ponto do gráfico em que a reta tangente é paralela a $AB$. Como
e como as retas são paralelas, os declives são iguais, isto é:
Temos que as três abcissas dos pontos são $a$, $\sqrt{ab}$ e $b$. Como $0
Portanto $a<\sqrt{ab}
Na Figura 4, estão representadas, em referencial o.n. $xOy$, partes dos gráficos das funções $f$ e $g$, ambas de domínio $\mathbb{R}$, definidas, respetivamente, por $f(x)=2x^2$ e $g(x)=-(x-1)^2$ e a única reta não horizontal que é tangente, simultaneamente, ao gráfico de $f$ e ao gráfico de $g$

Seja $A$ o ponto de tangência dessa reta com o gráfico de $f$ e seja $B$ o ponto de tangência dessa mesma reta com o gráfico de $g$
Determine, sem recorrer à calculadora, as abcissas dos pontos $A$ e $B$
Como a reta é tangente, simultaneamente, ao gráfico de $f$ e ao gráfico de $g$, o seu declive corresponde ao valor das derivadas nos respetivos pontos de tangência.
Designando por $a$ a abcissa do ponto $A$ e por $b$ a abcissa do ponto $B$, como as ordenadas dos pontos $A$ e $B$ são, respetivamente, $f(a)=2a^2$ e $g(b)=-(b-1)^2$, então o declive da reta é:
Por outro lado, temos que:
- $f'(x)=\big(2x^2\big)'=2\times 2x=4x$, pelo que $m_{AB}=f'(a)=4a$;
- $g'(x)=\big(-(x-1)^2\big)'=-2\,(x-1)=-2x+2$, pelo que $m_{AB}=g'(b)=-2b+2$;
- $f'(a)=g'(b) \Leftrightarrow 4a=-2b+2 \Leftrightarrow 2a=-b+1 \Leftrightarrow b=-2a+1$.
E assim, substituindo na expressão anterior, temos que:
Temos ainda que:
Como a reta não é horizontal, o declive não pode ser zero, pelo que a abcissa do ponto $A$ é $a=\dfrac{2}{3}$ e a abcissa do ponto $B$ é:
Na Figura 3, está representada a circunferência trigonométrica.

Sabe-se que:
- os pontos $A$, $B$ e $C$ pertencem à circunferência;
- o ponto $A$ pertence ao semieixo positivo $Ox$ e o ponto $B$ pertence ao primeiro quadrante;
- a amplitude do ângulo $BOC$ é igual ao dobro da amplitude do ângulo $AOB$
- a área do triângulo $[AOB]$ é igual a $k$ $\left(0
Mostre que a ordenada do ponto $C$ é dada, em função de $k$, por $6k-32k^3$
Seja $\alpha$ a amplitude do ângulo $AOB$. Como a amplitude do ângulo $BOC$ é o dobro da amplitude do ângulo $AOB$, vem que a amplitude do ângulo $BOC$ é $2\alpha$, pelo que a amplitude do ângulo $AOC$ é:
Assim, a ordenada do ponto $C$ é dada por $\operatorname{sen}(3\alpha)$.
Relacionar a área do triângulo com αSeja $D$ a projeção ortogonal do ponto $B$ no eixo $Ox$. Como a área do triângulo $[AOB]$ é igual a $k$ e $\overline{OA}=1$ (raio da circunferência trigonométrica), vem que:
Logo, $\operatorname{sen}\alpha=\overline{BD}=2k$, e portanto:
Então, a ordenada do ponto $C$ é dada por:
Considere, para um certo número real positivo $k$, as funções $f$ e $g$, de domínio $\left[-\dfrac{\pi}{2},\,\dfrac{\pi}{2}\right]$, definidas por $f(x)=k\operatorname{sen}(2x)$ e $g(x)=k\cos x$
Sejam, num referencial ortonormado do plano, $A$, $B$ e $C$ os pontos de intersecção dos gráficos de $f$ e $g$, sendo $A$ o ponto de menor abcissa e $C$ o ponto de maior abcissa.
Sabe-se que o triângulo $[ABC]$ é retângulo em $B$
Determine, sem recorrer à calculadora, o valor de $k$
Como $A$, $B$ e $C$ são pontos de intersecção dos gráficos de $f$ e de $g$, as suas abcissas são soluções da equação $f(x)=g(x)$ no domínio dado. Ora:
Como $k\neq 0$, tem-se que:
No domínio dado, $-\dfrac{\pi}{2}$ e $\dfrac{\pi}{2}$ são soluções da equação $\cos x=0$, e $\dfrac{\pi}{6}$ é solução da equação $\operatorname{sen}x=\dfrac{1}{2}$.
Considerando as condições sobre as abcissas dos pontos $A$, $B$ e $C$, que $-\dfrac{\pi}{2}<\dfrac{\pi}{6}<\dfrac{\pi}{2}$, e ainda que:
temos que:
Como o triângulo $[ABC]$ é retângulo em $B$, tem-se que $\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}=0$. Calculando os vetores:
Como $k>0$, tem-se que:
Considere a função $h$, de domínio $\mathbb{R}$, definida por $h(x)=\dfrac{5}{4+3\cos(2x)}$
11.1. Qual é a taxa média de variação da função $h$ entre $\dfrac{\pi}{6}$ e $\dfrac{7\pi}{6}$?
11.2. Determine, sem recorrer à calculadora, as abcissas dos pontos do gráfico da função $h$, pertencentes ao intervalo $\left]-\pi,\,\pi\right[$, cuja ordenada é $2$
Calculando as imagens dos extremos do intervalo:
Calculando a taxa média de variação da função $h$ no intervalo $\left[\frac{\pi}{6},\,\frac{7\pi}{6}\right]$, temos:
As abcissas dos pontos do gráfico da função $h$, pertencentes ao intervalo $]-\pi,\,\pi[$, cuja ordenada é $2$, são as soluções da equação $h(x)=2$ que pertencem ao intervalo. Assim, resolvendo a equação, temos:
Atribuindo valores inteiros a $k$ para identificar as soluções no intervalo $]-\pi,\,\pi[$:
- $k=-1 \rightarrow x=\frac{\pi}{3}-\pi=-\frac{2\pi}{3} \,\vee\, x=-\frac{\pi}{3}-\pi=-\frac{4\pi}{3}$ $\left(-\frac{4\pi}{3}\notin\,]-\pi,\,\pi[\right)$;
- $k=0 \rightarrow x=\frac{\pi}{3} \,\vee\, x=-\frac{\pi}{3}$;
- $k=1 \rightarrow x=\frac{\pi}{3}+\pi=\frac{4\pi}{3} \,\vee\, x=-\frac{\pi}{3}+\pi=\frac{2\pi}{3}$ $\left(\frac{4\pi}{3}\notin\,]-\pi,\,\pi[\right)$.
Seja $f$ uma função, de domínio $]0,\,+\infty[$, cuja derivada, $f'$, de domínio $]0,\,+\infty[$, é dada por
12.1. Resolva este item sem recorrer à calculadora.
Estude a função $f$ quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.
Na sua resposta, apresente:
- o(s) intervalo(s) em que o gráfico de $f$ tem concavidade voltada para baixo;
- o(s) intervalo(s) em que o gráfico de $f$ tem concavidade voltada para cima;
- a(s) abcissa(s) do(s) ponto(s) de inflexão do gráfico de $f$
12.2. Qual é o valor de $\lim\limits_{x\to 1}\dfrac{f(x)-f(1)}{1-x^2}$ ?
Para estudar a função $f$ quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão, começamos por determinar a expressão da segunda derivada da função $f$:
Calculando os zeros da segunda derivada, no intervalo $]0,\,+\infty[$:
Estudando a variação de sinal da segunda derivada ($f''>0$ em $\left]0,\,\frac{1}{e}\right[$ e $f''<0$ em $\left]\frac{1}{e},\,+\infty\right[$) e relacionando-a com o sentido das concavidades do gráfico de $f$, podemos concluir que o gráfico da função $f$ tem:
- a concavidade voltada para cima em $\left]0,\,\dfrac{1}{e}\right]$;
- a concavidade voltada para baixo em $\left[\dfrac{1}{e},\,+\infty\right[$;
- um ponto de inflexão de abcissa $\dfrac{1}{e}$.
Calculando o limite pedido, recorrendo à definição de derivada de uma função num ponto:
Seja $g$ a função, de domínio $\mathbb{R}$, definida por
Resolva os itens 10.1. e 10.2. sem recorrer à calculadora.
10.1. Averigue se a função $g$ é contínua em $x=0$
10.2. Estude a função $g$ quanto à monotonia em $]0,\,+\infty[$ e determine, caso existam, os extremos relativos.
Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia.
Para averiguar se a função $g$ é contínua em $x=0$, temos que verificar se $g(0)=\lim\limits_{x\to 0^+}g(x)=\lim\limits_{x\to 0^-}g(x)$:
- $g(0)=0$;
- recorrendo aos limites notáveis $\lim\limits_{x\to 0}\dfrac{\operatorname{sen}x}{x}=1$ e $\lim\limits_{x\to 0}\dfrac{e^x-1}{x}=1$:
Para o limite lateral direito, temos uma indeterminação do tipo $0\times\infty$. Fazendo a mudança de variável $y=\dfrac{1}{x}$ (se $x\to 0^+$, então $y\to+\infty$, e $x=\dfrac{1}{y}$):
Começamos por determinar a expressão analítica da derivada da função $g$ em $]0,\,+\infty[$:
Calculando os zeros da função derivada, em $]0,\,+\infty[$:
Estudando a variação do sinal da derivada ($g'<0$ em $\left]0,\,e^{-\frac{1}{2}}\right[$ e $g'>0$ em $\left]e^{-\frac{1}{2}},\,+\infty\right[$) e relacionando com a monotonia da função, conclui-se que a função $g$ é monótona decrescente em $\left]0,\,e^{-\frac{1}{2}}\right]$, é monótona crescente em $\left[e^{-\frac{1}{2}},\,+\infty\right[$ e tem um mínimo relativo igual a:
A Figura 3 é uma fotografia da torre da Igreja de São Pedro, situada em Zurique, na Suíça. Nessa torre, encontra-se um dos maiores relógios da Europa.

Na Figura 4, está representado um esquema desse relógio. No esquema, o segmento de reta $[EF]$ representa o ponteiro das horas.
![Esquema do relógio: círculo de centro E inscrito no quadrado [ABCD], com o ponteiro [EF] e a distância h(t) (Figura 4)](img-ultimo/fig_2019_esp_esquema.png)
Relativamente à Figura 4, sabe-se ainda que:
- o círculo de centro $E$ está inscrito no quadrado $[ABCD]$
- $\overline{EF}=3{,}5$ m e $\overline{AB}=9$ m
Seja $h$ a função que dá a distância, em metros, da extremidade do ponteiro das horas à reta $AB$, $t$ horas após as zero horas.
Determine, em função de $t$, uma expressão analítica da função $h$
Designando por $M$ o ponto médio do lado $[AB]$ e por $\alpha$ o ângulo $F\hat{E}M$, e ainda, considerando o ponto $P$ como a projeção ortogonal do ponto $F$ sobre o segmento de reta $[EM]$, usando a definição de cosseno, temos que:
Assim, como $\overline{EM}=\dfrac{\overline{AB}}{2}=\dfrac{9}{2}=4{,}5$ m, e considerando o segmento de reta $[EM]$ como o lado origem do ângulo $\alpha$, temos que a distância do ponto $F$ à reta $AB$ é dada por:
Como o ponteiro das horas descreve uma volta completa ($2\pi$ radianos) em $12$ horas, estabelecendo a proporção do tempo, em horas, com a amplitude do ângulo $\alpha$ correspondente, temos que:
Ou seja, definindo a função $h$ em função de $t$, temos:
Na Figura 5, está representado o gráfico da função $f$, definida, em $\mathbb{R}$, por $f(x)=x^2$

Considere que um ponto $P$, de abcissa positiva, se desloca sobre o gráfico da função $f$
Para cada posição do ponto $P$, seja:
- $r$ a reta tangente ao gráfico de $f$ nesse ponto;
- $s$ a reta perpendicular a $r$ e tangente ao gráfico de $f$
- $Q$ o ponto de tangência da reta $s$ com o gráfico de $f$
- $I$ o ponto de intersecção das retas $r$ e $s$
Mostre que, qualquer que seja a abcissa do ponto $P$, a ordenada do ponto $I$ é sempre igual a $-\dfrac{1}{4}$
Sugestão: Designe a abcissa do ponto $P$ por $a$
Seja $a$ a abcissa do ponto $P$ $(a>0)$, logo $P$ tem coordenadas $\big(a,\,a^2\big)$.
Como $f'(x)=2x$, temos que o declive da reta $r$ é dado por $2a$ e, sendo as retas perpendiculares, o declive da reta $s$ é dado por $-\dfrac{1}{2a}$.
Seja $c$ a abcissa do ponto $Q$ $(c<0)$. Como a reta $s$ é tangente ao gráfico de $f$ no ponto $Q$, temos que:
Como a equação reduzida da reta $r$ é dada por $y=2ax+b$, substituindo as coordenadas do ponto $P$, temos que:
E, sendo assim, a equação reduzida da reta $r$ é dada por $y=2ax-a^2$. Efetuando um raciocínio em tudo semelhante para a reta $s$, obtém-se como equação reduzida da reta $s$ a expressão $y=2cx-c^2$.
Ordenada do ponto IComo $I$ é o ponto de intersecção entre as duas retas $r$ e $s$, então temos:
Logo:
Como $ac=-\dfrac{1}{4}$, vem que $y=-\dfrac{1}{4}$.
Na Figura 5, estão representados, num referencial o.n. $xOy$, os pontos $A$ e $B$, de abcissas positivas, e as retas $OB$ e $r$

Sabe-se que:
- o ponto $A$ pertence ao eixo $Ox$
- a reta $OB$ é definida pela equação $y=\dfrac{4}{3}\,x$
- a reta $r$ contém a bissetriz do ângulo $AOB$
Determine a equação reduzida da reta $r$
Tomemos dois pontos equidistantes da origem, por exemplo, o ponto $D\,(3,\,4)$, pertencente à reta de equação $y=\frac{4}{3}x$, e o ponto $C\,(5,\,0)$, pertencente ao eixo das abcissas (ambos a uma distância $5$ da origem).
Considerando um ponto genérico $P\,(x,\,y)$, pertencente à reta $r$, bissetriz do ângulo $AOB$, tem-se que:
Seja $\alpha=A\hat{O}B$. Como o declive da reta $OB$ é $\frac{4}{3}$, tem-se que $\operatorname{tg}\alpha=\frac{4}{3}$, e o declive da reta $r$ é dado por $\operatorname{tg}\left(\frac{\alpha}{2}\right)$. Assim:
Como a reta $r$ tem declive positivo e passa pela origem do referencial, a equação reduzida da reta $r$ é dada por:
Seja $m$ um número real pertencente ao intervalo $]0,\,1[$, e seja $a$ um número real positivo.
![Retas r e s pela origem, com declives m e 1/m, e o triângulo [OPQ] sombreado (Figura 4)](img-ultimo/fig_2018_esp.png)
Na Figura 4, estão representadas as retas $r$ e $s$, que passam na origem do referencial e que têm declives $m$ e $\dfrac{1}{m}$, respetivamente. Estão também representados os pontos $P$ e $Q$, pertencentes ao primeiro quadrante. O ponto $P$ pertence à reta $r$, e o ponto $Q$ pertence à reta $s$.
Sabe-se que o ponto $P$ tem abcissa $a$ e que $\overline{OP}=\overline{OQ}$.
Mostre que a área do triângulo $[OPQ]$ é dada por $\dfrac{a^2}{2}\,(1-m^2)$.
Como ambas as retas passam na origem, têm ordenada na origem nula, pelo que a reta $r$ é definida por $y=mx$ e a reta $s$ por $y=\dfrac{1}{m}x$. Como o ponto $P$ pertence a $r$ e tem abcissa $a$:
Observe-se que a reta $s$ é a imagem da reta $r$ pela reflexão de eixo $y=x$ (trocando $x$ e $y$ em $y=mx$ obtém-se $x=my$, isto é, $y=\dfrac{1}{m}x$). Essa reflexão conserva as distâncias à origem, pelo que o ponto $Q=(ma,\,a)$, imagem de $P$, pertence a $s$ e verifica $\overline{OQ}=\overline{OP}$. Como $0 Considerem-se os pontos $P'=(a,\,0)$, $Q'=(0,\,a)$ e $R=(a,\,a)$. O quadrilátero $[OP'RQ']$ é um quadrado de lado $a$ e área $a^2$. A área do triângulo $[OPQ]$ obtém-se subtraindo a esse quadrado os três triângulos $[OP'P]$, $[OQ'Q]$ e $[PRQ]$:
Calcular a área
Seja $g$ a função, de domínio $[0,\,\pi]$, definida por $g(x)=2\operatorname{sen}x+\operatorname{sen}(2x)$.
Seja $r$ a reta tangente ao gráfico da função $g$ que tem declive máximo.
Determine o declive da reta $r$.
Apresente a sua resposta na forma $\dfrac{a\sqrt{b}}{c}$, com $a$, $b$ e $c$ números naturais.
O declive da reta tangente ao gráfico de $g$ em cada ponto é dado pela função derivada $g'$:
O declive máximo corresponde a um máximo de $g'$, ou seja, a um zero de $g''$:
Calculando os zeros, no domínio $[0,\,\pi]$:
No intervalo $[0,\,\pi]$, as soluções são $x=\dfrac{\pi}{6}$ e $x=\dfrac{5\pi}{6}$.
Identificar o declive máximoEstudando a variação do sinal de $g''$ ($+$ em $\left]0,\frac{\pi}{6}\right[$, $-$ em $\left]\frac{\pi}{6},\frac{5\pi}{6}\right[$, $+$ em $\left]\frac{5\pi}{6},\pi\right[$), a função $g'$ tem um máximo relativo em $x=\dfrac{\pi}{6}$ e outro no extremo $x=\pi$. Comparando:
Como $\dfrac{3\sqrt{3}}{2}>-2$, o declive máximo é atingido em $x=\dfrac{\pi}{6}$.
Na Figura 5, está representada, num referencial o.n. $xOy$, parte do gráfico da função $h$, de domínio $\mathbb{R}^+$, definida por $h(x)=\dfrac{\ln x}{x}$

Para cada número real $a$ pertencente ao intervalo $\left[\dfrac{1}{2},\,1\right]$, sejam $P$ e $Q$ os pontos do gráfico da função $h$ de abcissas $a$ e $2a$, respetivamente.
Tal como a figura sugere, a reta $PQ$ define, com os eixos coordenados, um triângulo retângulo.
Mostre que existe, pelo menos, um número real $a$ pertencente ao intervalo $\left[\dfrac{1}{2},\,1\right]$ para o qual esse triângulo é isósceles.
Sugestão: comece por identificar o valor do declive da reta $PQ$ para o qual o triângulo é isósceles.
As coordenadas dos pontos $P$ e $Q$, em função de $a$, são $P\!\left(a,\,\dfrac{\ln a}{a}\right)$ e $Q\!\left(2a,\,\dfrac{\ln(2a)}{2a}\right)$. O declive da reta $PQ$ é:
O triângulo retângulo formado pela reta $PQ$ com os eixos é isósceles quando a reta $PQ$ é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares, isto é, quando tem declive igual a $1$. Provar que existe, pelo menos, um $a\in\left[\frac{1}{2},\,1\right]$ a que corresponde um triângulo isósceles é, então, equivalente a mostrar que a função
A função $f$ é contínua em $\left[\frac{1}{2},\,1\right]$, por resultar de operações sucessivas de funções contínuas. Calculando nos extremos:
Mostremos, sem calculadora, que $f(1)<1 Como $f$ é contínua em $\left[\frac{1}{2},\,1\right]$ e $f(1)<1
Na Figura 4, está representada, num referencial o.n. $xOy$, a circunferência de centro na origem e raio $1$
![Circunferência de raio 1 com o triângulo [ABC] sombreado e os ângulos AOC e COD de amplitude α (Figura 4)](img-ultimo/fig_2017_esp.png)
Sabe-se que:
- o ponto $A$ está no segundo quadrante e pertence à circunferência;
- o ponto $D$ tem coordenadas $(1,\,0)$
- o ponto $C$ pertence ao primeiro quadrante e tem abcissa igual à do ponto $D$
- o ponto $B$ pertence ao eixo $Oy$ e é tal que o segmento de reta $[AB]$ é paralelo ao eixo $Ox$
- os ângulos $AOC$ e $COD$ são geometricamente iguais e cada um deles tem amplitude $\alpha$ $\left(\alpha\in\left]\dfrac{\pi}{4},\,\dfrac{\pi}{2}\right[\right)$
Mostre que a área do triângulo $[ABC]$, representado a sombreado, é dada por $\dfrac{\operatorname{tg}\alpha\,\cos^2(2\alpha)}{2}$
Como se trata da circunferência trigonométrica, e o segmento $[OA]$ define com o semieixo positivo $Ox$ um ângulo de $\alpha+\alpha=2\alpha$, o ponto $A$ tem coordenadas $\big(\cos(2\alpha),\,\operatorname{sen}(2\alpha)\big)$.
O ponto $C$ pertence à reta $CD$ (de equação $x=1$) e ao lado origem do ângulo $\alpha$, pelo que $C=\big(1,\,\operatorname{tg}\alpha\big)$.
Base e altura do triânguloConsiderando o ponto $P$ da reta $CD$ com ordenada igual à do ponto $A$:
- a base é $\overline{AB}=-\cos(2\alpha)$ (porque a abcissa de $A$ é negativa, no 2.º quadrante, e $B$ está no eixo $Oy$);
- a altura é $\overline{PC}=\overline{CD}-\overline{PD}=\operatorname{tg}\alpha-\operatorname{sen}(2\alpha)$.
Simplificando $\operatorname{tg}\alpha-\operatorname{sen}(2\alpha)$:
Como $\cos(2\alpha)=2\cos^2\alpha-1$, tem-se $1-2\cos^2\alpha=-\cos(2\alpha)$, pelo que:
Num jardim, uma criança está a andar num baloiço cuja cadeira está suspensa por duas hastes rígidas. Atrás do baloiço, há um muro que limita esse jardim.
A Figura 4 esquematiza a situação. O ponto $P$ representa a posição da cadeira.

Num determinado instante, em que a criança está a dar balanço, é iniciada a contagem do tempo. Doze segundos após esse instante, a criança deixa de dar balanço e procura parar o baloiço arrastando os pés no chão.
Admita que a distância, em decímetros, do ponto $P$ ao muro, $t$ segundos após o instante inicial, é dada por
(o argumento da função seno está expresso em radianos)
6.1. Determine, recorrendo à calculadora gráfica, o número de soluções da equação $d(t)=27$ no intervalo $[0,\,6]$ e interprete o resultado no contexto da situação descrita.
Na sua resposta, reproduza, num referencial, o(s) gráfico(s) da(s) função(ões) visualizado(s) na calculadora que lhe permite(m) resolver o problema.
6.2. Admita que, no instante em que é iniciada a contagem do tempo, as hastes do baloiço estão na vertical e que a distância do ponto $P$ ao chão, nesse instante, é $4$ dm. Treze segundos e meio após o instante inicial, a distância do ponto $P$ ao chão é $4{,}2$ dm.
Qual é o comprimento da haste? Apresente o resultado em decímetros, arredondado às unidades.
No intervalo $[0,\,6]$ tem-se $d(t)=30+t\operatorname{sen}(\pi t)$. Representando na calculadora gráfica o gráfico desta função e a reta de equação $y=27$, observa-se que a reta intersecta o gráfico em $4$ pontos, pelo que a equação $d(t)=27$ tem $4$ soluções no intervalo $[0,\,6]$.
No instante inicial, as hastes estão na vertical e a distância ao muro é $d(0)=30+0\times\operatorname{sen}(0)=30$ dm.
Passados treze segundos e meio (e como $13{,}5\geq 12$), a distância ao muro é:
Considere-se um triângulo retângulo cuja hipotenusa é a haste, de comprimento $h$. Como, no instante inicial, a haste está na vertical com $P$ a $4$ dm do chão, e $P$ desloca-se sobre uma circunferência de raio $h$, um dos catetos (vertical) mede $h+4-4{,}2=h-0{,}2$, e o outro cateto (horizontal) mede $d(0)-d(13{,}5)\approx 30-27{,}32=2{,}68$. Pelo teorema de Pitágoras:
Seja $f:\mathbb{R}^+\to\mathbb{R}$ uma função tal que $f'(x)<0$, para qualquer número real positivo $x$
Considere, num referencial o.n. $xOy$,
- um ponto $P$, de abcissa $a$, pertencente ao gráfico de $f$
- a reta $r$, tangente ao gráfico de $f$ no ponto $P$
- o ponto $Q$, ponto de intersecção da reta $r$ com o eixo $Ox$
Sabe-se que $\overline{OP}=\overline{PQ}$
Determine o valor de $f'(a)+\dfrac{f(a)}{a}$
O ponto $P$ tem coordenadas $\big(a,\,f(a)\big)$ e $Q$ pertence ao eixo $Ox$, pelo que $Q=(q,\,0)$. Da condição $\overline{OP}=\overline{PQ}$:
Como $Q\neq O$, tem-se $q=2a$, ou seja, $Q=(2a,\,0)$. (Geometricamente, $\overline{OP}=\overline{PQ}$ significa que $P$ é o ponto médio de $[OQ]$.)
Declive da reta tangenteComo as coordenadas de $P$ são $\big(a,\,f(a)\big)$ e as de $Q$ são $(2a,\,0)$, o declive da reta $PQ$ é:
Tendo em conta que a reta $r$ é tangente ao gráfico de $f$ no ponto de abcissa $a$, o seu declive é igual a $f'(a)$. Como $r$ é a reta $PQ$:
Seja $k$ um número real positivo.
Considere a função $g$, de domínio $]-k,\,+\infty[$, definida por $g(x)=\ln(x+k)$
Mostre que: se $g(0)\times g(k)<0$, então $k\in\left]\dfrac{1}{2},\,1\right[$
Na resolução deste item, não utilize a calculadora.
Substituindo na definição de $g$:
- $\ln k=0 \Leftrightarrow k=e^0 \Leftrightarrow k=1$;
- $\ln(2k)=0 \Leftrightarrow 2k=e^0 \Leftrightarrow 2k=1 \Leftrightarrow k=\dfrac{1}{2}$.
| $k$ | $0$ | $\dfrac{1}{2}$ | $1$ | $+\infty$ | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| $\ln k$ | n.d. | $-$ | $-$ | $-$ | $0$ | $+$ | |
| $\ln(2k)$ | n.d. | $-$ | $0$ | $+$ | $+$ | $+$ | |
| $\ln k\times\ln(2k)$ | n.d. | $+$ | $0$ | $-$ | $0$ | $+$ |
Seja $g$ uma função contínua, de domínio $\mathbb{R}$, tal que:
- para todo o número real $x$, $(g\circ g)(x)=x$;
- para um certo número real $a$, tem-se $g(a)>a+1$
Mostre que a equação $g(x)=x+1$ é possível no intervalo $\big[a,\,g(a)\big]$
Como $g(x)=x+1 \Leftrightarrow g(x)-x-1=0$, provar que a equação $g(x)=x+1$ é possível em $\big[a,\,g(a)\big]$ é equivalente a provar que a função $f$, definida por $f(x)=g(x)-x-1$, tem, pelo menos, um zero nesse intervalo.
A função $f$ é contínua em $\mathbb{R}$, por ser a soma da função contínua $g$ com a função afim $x\mapsto -x-1$. Em particular, é contínua em $\big[a,\,g(a)\big]$ (note-se que $g(a)>a+1>a$).
Sinais nos extremos do intervaloEm $x=a$:
Em $x=g(a)$, usando $(g\circ g)(a)=g\big(g(a)\big)=a$:
Como $g(a)>a+1$, vem $-g(a)<-a-1$, logo $a-g(a)-1 Assim, $f(a)$ e $f\big(g(a)\big)$ têm sinais contrários, ou seja, $f(a)\times f\big(g(a)\big)<0$. Como $f$ é contínua em $\big[a,\,g(a)\big]$, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy a função $f$ tem, pelo menos, um zero em $\big]a,\,g(a)\big[$.
Considere a função $f$, de domínio $]-\infty,\,-1[\,\cup\,]1,\,+\infty[$, definida por $f(x)=\ln\!\left(\dfrac{x-1}{x+1}\right)$
Resolva os itens 6.1. e 6.2. recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.
6.1. Estude a função $f$ quanto à existência de assíntotas verticais do seu gráfico.
6.2. Seja $a$ um número real maior do que $1$
Mostre que a reta secante ao gráfico de $f$ nos pontos de abcissas $a$ e $-a$ passa na origem do referencial.
As assíntotas verticais só podem ocorrer nos pontos fronteira do domínio, $x=-1$ e $x=1$ (a função é contínua no interior do domínio, por ser composição de funções contínuas). Calculam-se os limites laterais relevantes:
Logo, a reta de equação $x=1$ é assíntota vertical do gráfico de $f$.
Logo, a reta de equação $x=-1$ é também assíntota vertical do gráfico de $f$.
Sejam $A=\big(a,\,f(a)\big)$ e $B=\big(-a,\,f(-a)\big)$ os pontos de abcissas $a$ e $-a$ (com $a>1$, ambas as abcissas pertencem ao domínio). Calculando $f(-a)$:
Logo, $B=\big(-a,\,-f(a)\big)$.
A secante passa na origemO declive da reta secante $AB$ é:
A equação da reta secante é $y-f(a)=\dfrac{f(a)}{a}\,(x-a)$. Para $x=0$: