📌 Resumo teórico
Derivada num ponto e reta tangente
O valor \(f'(a)\) é o declive da reta tangente ao gráfico de \(f\) no ponto de abcissa \(a\). A equação reduzida dessa reta é:
Em particular: a tangente é horizontal (paralela ao eixo \(Ox\)) quando \(f'(a)=0\); duas retas são paralelas quando têm o mesmo declive.
Regras de derivação
Operações com derivadas (11.º ano)
Derivada da função composta (regra da cadeia)
Aplicando-a às regras anteriores, obtêm-se as versões compostas, em que \(u\) é uma função de \(x\). São estas as que se usam na maior parte dos exercícios:
Recorde-se ainda que \(\left(\tan x\right)'=\dfrac{1}{\cos^{2}x}=1+\tan^{2}x\): são duas escritas da mesma derivada.
Problemas de otimização
Para estudar a função \(f\) quanto à monotonia e à existência de extremos, podemos realizar as seguintes etapas:
- obter uma expressão da derivada de \(f\);
- obter os zeros da derivada de \(f\);
- construir um quadro de sinal de \(f'\) e monotonia de \(f\);
- apresentar os intervalos de monotonia e identificar os extremos de \(f\).
Num problema de otimização há ainda dois cuidados a ter: escrever a grandeza a otimizar em função de uma só variável e não esquecer o domínio do problema — muitas vezes mais restrito do que o domínio da expressão —, porque é nele que se procura o extremo e é ele que exclui zeros da derivada inadmissíveis.
1. Derivada e reta tangente
Considere a função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(f(x)=2e^{x}+3x^{2}\).
- 1.1. Qual dos seguintes é o valor de \(f'(1)\)?
- (A) \(2e+6\)
- (C) \(2e+3\)
- (B) \(e+6\)
- (D) \(6e\)
- 1.2. Escreva a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de \(f\) no ponto de abcissa \(0\).
Derivando parcela a parcela, com \(\left(e^{x}\right)'=e^{x}\) e \(\left(x^{2}\right)'=2x\):
2. Tangentes com declive dado
Considere a função \(g\), de domínio \(\mathbb{R}^{+}\), definida por \(g(x)=\ln x+2x\).
- 2.1. Averigue se existe algum ponto do gráfico de \(g\) tal que a reta tangente ao gráfico seja paralela ao eixo das abcissas.
- 2.2. Escreva a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de \(g\) paralela à reta de equação \(y=3x\).
Uma reta paralela ao eixo \(Ox\) tem declive nulo, pelo que seria preciso \(g'(x)=0\):
Ora \(-\dfrac12\notin\mathbb{R}^{+}\), pelo que não pertence ao domínio de \(g\).
De outro modo: para \(x\gt 0\) tem-se \(\dfrac1x\gt 0\) e, portanto, \(g'(x)\gt 2\gt 0\): a derivada nunca se anula.
Retas paralelas têm o mesmo declive, logo procura-se \(x\) tal que \(g'(x)=3\):
3. Declive de uma tangente
Considere a função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}^{+}\), definida por \(f(x)=\ln^{2}x\).
Determine o declive da reta tangente ao gráfico de \(f\) no ponto de abcissa \(\dfrac13\).
Apresente o valor obtido na forma \(-\ln(k)\), com \(k\in\mathbb{R}^{+}\).
Repare-se que \(\ln^{2}x=\left(\ln x\right)^{2}\): é uma potência de expoente \(2\) de \(u=\ln x\). Aplicando \(\left(u^{2}\right)'=2u\,u'\), com \(u'=\dfrac1x\):
Como \(\ln\dfrac13=-\ln 3\):
Usando \(k\ln x=\ln\left(x^{k}\right)\):
4. Um limite que é uma derivada
Considere a função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(f(x)=\operatorname{sen} x\).
- 4.1. Qual dos seguintes é o valor de \(\displaystyle\lim_{x\to\frac{\pi}{2}}\frac{f(x)-1}{x-\frac{\pi}{2}}\)?
- (A) \(-1\)
- (C) \(1\)
- (B) \(0\)
- (D) \(2\)
- 4.2. No intervalo \(\left[0,\,2\pi\right]\), os gráficos das funções \(f\) e \(f'\) intersetam-se em exatamente dois pontos. Determine as abcissas desses pontos.
Como \(f\left(\dfrac{\pi}{2}\right)=\operatorname{sen}\dfrac{\pi}{2}=1\), o numerador é \(f(x)-f\left(\frac{\pi}{2}\right)\). O limite é, por definição, a derivada de \(f\) no ponto \(\dfrac{\pi}{2}\):
Nos pontos em que \(\cos x=0\) tem-se \(\operatorname{sen} x=\pm 1\neq 0\), pelo que se pode dividir ambos os membros por \(\cos x\):
Em \(\left[0,\,2\pi\right]\), os valores obtidos são \(\dfrac{\pi}{4}\) (com \(k=0\)) e \(\dfrac{5\pi}{4}\) (com \(k=1\)).
5. Retas tangentes paralelas
Considere a função \(g\), de domínio \(\left]0,+\infty\right[\), definida por \(g(x)=2x\ln^{2}x-5x\ln x+5x\), e as retas \(r\) e \(s\).
Sabe-se que:
- • a reta \(r\) é tangente ao gráfico de \(g\) no ponto de abcissa \(\dfrac{1}{\sqrt{e^{5}}}\);
- • a reta \(s\) é tangente ao gráfico de \(g\) num ponto \(A\);
- • as retas \(r\) e \(s\) são paralelas.
Determine a equação reduzida da reta \(s\).
Deriva-se parcela a parcela, usando a regra do produto nas duas primeiras.
A abcissa do ponto de tangência de \(r\) é \(\dfrac{1}{\sqrt{e^{5}}}=e^{-\frac52}\), pelo que \(\ln x=-\dfrac52\):
Como \(r\) e \(s\) são paralelas, o declive de \(s\) é também \(15\).
Passo 3 — a abcissa do ponto \(A\)Procura-se \(x\) tal que \(g'(x)=15\). Fazendo \(u=\ln x\):
O valor \(u=-\dfrac52\) corresponde ao ponto de tangência de \(r\); logo, para o ponto \(A\), tem-se \(\ln x=3\), ou seja, \(x=e^{3}\).
Passo 4 — a equação de \(s\)6. Tangente que passa na origem
Para certos valores reais de \(a\) e \(m\), não nulos, a reta de equação \(y=mx\) é tangente ao gráfico da função, de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(f(x)=a\,e^{3x}\).
Determine a abcissa do ponto de tangência.
Seja \(x_0\) a abcissa do ponto de tangência. Ser tangente significa que, nesse ponto, a reta e o gráfico têm o mesmo valor e o mesmo declive:
Como \(f'(x)=3a\,e^{3x}\), o sistema escreve-se:
Substituindo \(m=3a\,e^{3x_0}\) na primeira equação:
Como \(a\neq 0\) e \(e^{3x_0}\neq 0\), pode dividir-se ambos os membros por \(a\,e^{3x_0}\):
Repare-se que o resultado não depende de \(a\): qualquer que seja \(a\neq 0\), a tangente ao gráfico que passa na origem toca-o sempre no ponto de abcissa \(\dfrac13\).
7. Derivada da função composta
Sejam \(f\) e \(g\) duas funções diferenciáveis em \(\mathbb{R}\), tais que:
- • a função \(f\) é definida por \(f(x)=\cos x+2x\);
- • a reta de equação \(y=2x-\pi\) é tangente ao gráfico da função \(g\) no ponto de abcissa \(\pi\).
Determine \((f\circ g)'(\pi)\).
Uma reta tangente ao gráfico de \(g\) no ponto de abcissa \(\pi\) tem, nesse ponto, a mesma ordenada e o mesmo declive que \(g\):
(O declive lê-se diretamente da equação reduzida \(y=2x-\pi\).)
Passo 2 — a derivada de \(f\)8. Regra da cadeia
Determine uma expressão da derivada da função \(f\) definida por:
- 8.1. \(f(x)=\sqrt{x^{2}+4}\)
- 8.2. \(f(x)=\sqrt[3]{3x-2}\)
- 8.3. \(f(x)=\operatorname{sen}(3x+2)\)
- 8.4. \(f(x)=\cos\left(x^{3}\right)\)
- 8.5. \(f(x)=\tan\left(x^{2}\right)\)
- 8.6. \(f(x)=\cos^{2}(x)\)
Em todas as alíneas se aplica a regra da cadeia: identifica-se a função "de dentro", \(u\), deriva-se a função "de fora" e multiplica-se por \(u'\).
8.1. — com \(u=x^{2}+4\)Escrevendo \(\sqrt{u}=u^{\frac12}\), vem \(\left(\sqrt{u}\right)'=\dfrac{u'}{2\sqrt{u}}\):
Usa-se \((\tan u)'=\left(1+\tan^{2}u\right)u'\):
Aqui \(\cos^{2}(x)=\left(\cos x\right)^{2}\): é uma potência de expoente \(2\) de \(u=\cos x\).
Pela fórmula do seno do dobro, \(2\operatorname{sen} x\cos x=\operatorname{sen}(2x)\), pelo que também se pode escrever \(f'(x)=-\operatorname{sen}(2x)\).
9. Tangente paralela à bissetriz
Considere a função \(f\) definida por \(f(x)=\dfrac{\operatorname{sen}(3x)}{3}\).
Prove que a reta tangente ao gráfico da função \(f\) em \(x=0\) é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares.
A bissetriz dos quadrantes ímpares é a reta de equação \(y=x\), cujo declive é \(1\). Provar o paralelismo é, portanto, provar que \(f'(0)=1\).
Passo 2 — derivarA constante \(\dfrac13\) fica em fator e aplica-se a regra da cadeia a \(\operatorname{sen}(3x)\):
10. Derivada de \(f(ax+b)\)
Sejam \(f\) e \(g\) duas funções deriváveis em \(\mathbb{R}\) tais que
Determine:
- 10.1. \(g'(x)\)
- 10.2. os valores de \(x\) para os quais a reta tangente ao gráfico de \(g\), no ponto com essa abcissa, é horizontal.
A função \(g\) é a composta de \(f\) com \(x\mapsto 3x-2\), cuja derivada é \(3\):
Substituindo \(x\) por \(3x-2\) na expressão de \(f'\):
Uma reta horizontal tem declive nulo:
11. Composta com parâmetro
Sejam \(f\) e \(g\) duas funções deriváveis em \(\mathbb{R}\). Sabe-se que:
- • \(f\) e \(g\) são definidas por \(f(x)=\operatorname{sen} x+k\) e \(g(x)=-x^{2}+k\), para \(k\in\mathbb{R}\);
- • o mínimo de \(f\) é \(0\);
- • a reta tangente ao gráfico de \(g\) no ponto \(P\) tem inclinação \(135^{\circ}\).
Determine o declive da reta tangente ao gráfico de \(f\circ g\) no ponto com abcissa igual à abcissa de \(P\).
Como \(-1\leqslant\operatorname{sen} x\leqslant 1\), o mínimo de \(f\) é \(-1+k\). Logo:
Fica \(f(x)=\operatorname{sen} x+1\) e \(g(x)=-x^{2}+1\).
Passo 2 — a abcissa de \(P\)O declive de uma reta é a tangente da sua inclinação:
Como \(g'(x)=-2x\), a abcissa \(x_P\) verifica:
Com a calculadora em radianos, \(-\cos(0{,}75)\approx -0{,}73\).
12. Tangentes paralelas e extremos
Considere, num referencial o.n. \(Oxy\), a função \(f\) definida, em \(\left[0,\,2\pi\right]\), por \(f(x)=2x+2\operatorname{sen} x\).
- 12.1. Prove, usando métodos analíticos, que existem dois pontos do gráfico de \(f\) cuja reta tangente nesses pontos é paralela à reta de equação \(y=2x\).
- 12.2. Justifique que é falsa a proposição:
"Se \(f'(a)=0\), com \(a\in\left[0,\,2\pi\right]\), então \(f\) tem um extremo relativo em \(x=a\)."
A reta \(y=2x\) tem declive \(2\), pelo que se procuram os pontos onde \(f'(x)=2\):
No intervalo \(\left[0,\,2\pi\right]\) obtêm-se exatamente dois valores: \(x=\dfrac{\pi}{2}\) e \(x=\dfrac{3\pi}{2}\).
Em \(\left[0,\,2\pi\right]\), a única solução é \(x=\pi\). Vejamos que aí não há extremo relativo.
12.2. — estudar o sinal da derivadaComo \(\cos x\geqslant -1\) para todo o \(x\), tem-se:
A derivada é positiva em todo o intervalo, exceto no ponto isolado \(x=\pi\), onde é nula. Logo \(f\) é crescente em \(\left[0,\,2\pi\right]\) e não muda de sentido de variação em \(x=\pi\): a função não tem aí nem máximo nem mínimo relativo — a tangente é apenas horizontal.
13. Composta com uma reta tangente
Sejam \(f\) e \(g\) funções de domínio \(\mathbb{R}\), sendo \(g\) definida por \(g(x)=e^{x}\).
A reta \(t\) é tangente ao gráfico de \(f\) no ponto \(A\), de abcissa \(-2\), e é definida pela equação \(y=2x+5\).
- 13.1. Determine as coordenadas do ponto \(A\).
- 13.2. Determine \((g\circ f)'(-2)\).
O ponto \(A\) pertence à reta \(t\) (é o ponto de tangência), pelo que basta substituir \(x=-2\) na equação de \(t\):
Como \(A\) também pertence ao gráfico de \(f\) e o declive de \(t\) é a derivada nesse ponto:
14. Derivada de uma composta
Considere as funções \(f\), \(g\) e \(h\), tais que \(h(x)=(f\circ g)(x)\), com \(x\in\mathbb{R}\).
Sabe-se que a função \(g\), de domínio \(\mathbb{R}\), é definida por \(g(x)=x^{2}+2\), e que \(h'(3)=\dfrac16\).
Qual poderá ser o valor de \(f'(11)\)?
- (A) \(\dfrac{1}{36}\)
- (C) \(6\)
- (B) \(\dfrac{1}{33}\)
- (D) \(33\)
Pela regra da cadeia, \(h'(x)=f'\big(g(x)\big)\times g'(x)\). Em \(x=3\):
É por isso que a informação dada permite chegar a \(f'(11)\).
Passo 2 — resolver15. Expressões da derivada
Determine a expressão algébrica de \(f'(x)\), se:
- 15.1. \(f(x)=3^{x^{2}-4x}\)
- 15.2. \(f(x)=\ln\left(7x-x^{2}\right)\)
- 15.3. \(f(x)=\log_3\left(\sqrt{x+2}\right)\)
- 15.4. \(f(x)=\sqrt{x^{2}-5x}\)
- 15.5. \(f(x)=\dfrac{e^{3x^{2}-1}}{x}\)
- 15.6. \(f(x)=\dfrac{\ln(3x)}{e^{3x}}\)
- 15.7. \(f(x)=\log\left(\dfrac{5}{x+3}\right)\)
- 15.8. \(f(x)=x\,3^{\frac1x}\)
- 15.9. \(f(x)=2\pi x\cos\left(\dfrac{x}{2}\right)\)
- 15.10. \(f(x)=\tan(5x)\)
- 15.11. \(f(x)=\dfrac{\cos x}{\operatorname{sen} x}\)
- 15.12. \(f(x)=x\operatorname{sen}(3x)\)
Como \(\sqrt{x+2}=(x+2)^{\frac12}\), tem-se \(\log_3\left(\sqrt{x+2}\right)=\dfrac12\log_3(x+2)\):
Começa-se por separar o logaritmo do quociente:
A parcela \(\log 5\) é uma constante, cuja derivada é nula:
Com \(u=\dfrac1x\), vem \(u'=-\dfrac{1}{x^{2}}\):
Usou-se a fórmula fundamental da trigonometria, \(\operatorname{sen}^{2}x+\cos^{2}x=1\).
15.12.16. Cálculo de \(f'(a)\)
Seja \(f\) uma função real de variável real e \(f'\) a derivada de \(f\).
Em cada uma das situações seguintes, sem recorrer à tecnologia, determine \(f'(a)\), com \(a\in D_{f'}\).
- 16.1. \(f(x)=\sqrt{3x+7}\) e \(a=-1\)
- 16.2. \(f(x)=x\ln(3x-2)\) e \(a=1\)
- 16.3. \(f(x)=\dfrac{2x+5}{e^{3x}}\) e \(a=0\)
- 16.4. \(f(x)=x\,3^{x^{2}+1}\) e \(a=0\)
- 16.5. \(f(x)=\operatorname{sen}\left(\dfrac{\pi x}{6}\right)\) e \(a=3\)
- 16.6. \(f(x)=x\cos\left(\dfrac{x}{3}\right)\) e \(a=\dfrac{3\pi}{2}\)
17. Declive num ponto do 2.º quadrante
Seja \(g\) uma função de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(g(x)=3\log_2\left(x^{2}+3\right)\), e \(P\) um ponto do 2.º quadrante que pertence ao gráfico de \(g\). Sabe-se que \(P\) tem ordenada igual a \(6\).
Qual é o declive da reta tangente ao gráfico da função \(g\) no ponto \(P\)?
- (A) \(-\dfrac{3}{2\ln 2}\)
- (C) \(-\dfrac32\ln 2\)
- (B) \(-\dfrac{6}{\ln 2}\)
- (D) \(\dfrac{3}{2\ln 2}\)
No 2.º quadrante a abcissa é negativa, logo \(x_P=-1\).
Passo 2 — a derivadaAplicando \(\left(\log_a u\right)'=\dfrac{u'}{u\ln a}\), com \(u=x^{2}+3\):
18. Interseção de duas tangentes
Num referencial o.n. \(Oxy\), considere a função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}\), e a reta \(t\), tangente ao gráfico de \(f\) no ponto \(A\).
Sabe-se que:
- • a reta \(t\) interseta o eixo \(Ox\) no ponto \(B\), de abcissa \(-4\);
- • \(A\) é o ponto de interseção do gráfico de \(f\) com o eixo \(Oy\) e tem ordenada \(4\).
- 18.1. Seja \(f'\) a derivada de \(f\); determine \(f'(0)\).
- 18.2. Determine uma equação, na forma reduzida, da reta \(t\).
- 18.3. Considere a função \(g\), de domínio \(\left]-\infty,-4\right]\cup\left[4,+\infty\right[\), definida por \(g(x)=\sqrt{x^{2}-16}\).
Seja \(r\) a reta tangente ao gráfico de \(g\) num ponto de abcissa \(-5\). Determine as coordenadas do ponto de interseção das retas \(r\) e \(t\).
Os pontos \(A(0,\,4)\) e \(B(-4,\,0)\) pertencem à reta \(t\), que é tangente ao gráfico de \(f\) em \(A\). O declive de \(t\) é a derivada de \(f\) na abcissa de \(A\), que é \(0\):
A reta \(t\) tem declive \(1\) e interseta \(Oy\) em \((0,\,4)\), pelo que a ordenada na origem é \(4\):
19. Tangente comum a dois gráficos
Num referencial o.n. \(Oxy\), considere as funções \(f\) e \(g\) e a reta \(r\), a única reta que é simultaneamente tangente aos gráficos de \(f\) e de \(g\).
Sabe-se que:
- • a função \(f\) tem domínio \(\mathbb{R}\) e é definida por \(f(x)=e^{x-2}+3\);
- • a função \(g\) tem domínio \(\left]-3,+\infty\right[\) e é definida por \(g(x)=\ln(x+3)\);
- • a reta \(r\) é tangente ao gráfico de \(f\) no ponto \(A\) e é tangente ao gráfico de \(g\) no ponto \(B\);
- • a abcissa de \(B\) é o zero da função \(g\).
- 19.1. Mostre que o declive da reta \(r\) é \(1\).
- 19.2. Determine as coordenadas do ponto \(A\).
A abcissa de \(B\) é o zero de \(g\):
Logo \(B(-2,\,0)\). O declive de \(r\) é a derivada de \(g\) nesse ponto:
Em \(A\), a reta \(r\) é tangente ao gráfico de \(f\); logo a derivada de \(f\) na abcissa de \(A\) é também \(1\):
A reta que passa em \(B(-2,\,0)\) com declive \(1\) é \(y=x+2\); em \(x=2\) dá \(y=4\), que é exatamente a ordenada de \(A\) — trata-se, de facto, da mesma reta.
20. Tangente ao gráfico de \(\ln\left(ax^{2}\right)\)
Para certos valores reais de \(a\) e \(m\), não nulos, a reta de equação \(y=mx+3\) é tangente ao gráfico da função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}\setminus\{0\}\), definida por \(f(x)=\ln\left(ax^{2}\right)\), no ponto de abcissa \(e^{3}\).
Determine os valores de \(a\) e de \(m\).
(Em alternativa: \(\ln\left(ax^{2}\right)=\ln a+2\ln|x|\), e a parcela \(\ln a\) é constante.)
Passo 2 — determinar \(m\)O declive da reta é a derivada no ponto de tangência:
No ponto de tangência, a reta e o gráfico têm a mesma ordenada:
21. Área de um triângulo
Seja \(f\) a função, de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(f(x)=-2x\cos\left(\dfrac{x^{2}}{3}\right)+3\).
Num referencial o.n. \(Oxy\), seja \(t\) a reta tangente ao gráfico de \(f\) no ponto de abcissa \(0\).
Sejam \(P\) e \(Q\) os pontos de interseção da reta \(t\) com \(Ox\) e com \(Oy\), respetivamente.
Mostre que a área do triângulo \([OPQ]\) é igual a \(\dfrac94\).
Aplica-se a regra do produto e, no segundo fator, a regra da cadeia com \(u=\dfrac{x^{2}}{3}\), \(u'=\dfrac{2x}{3}\):
O triângulo \([OPQ]\) é retângulo em \(O\), com catetos sobre os eixos:
22. Tangente ao gráfico de um produto
Sejam \(f\), \(g\) e \(h\) funções de domínio \(\mathbb{R}\), tais que \(h(x)=(f\times g)(x)\). Sabe-se que:
- • \(f(1)=f'(1)=-3\);
- • \(g(x)=e^{x^{2}-x}\).
Qual das opções representa a reta tangente ao gráfico de \(h\) no ponto de abcissa \(1\)?
- (A) \(y=-6x+3\)
- (C) \(y=-3x+3\)
- (B) \(y=-6x-3\)
- (D) \(y=-3x-6\)
23. Relação entre as abcissas
Num referencial o.n. \(Oxy\), considere parte dos gráficos de duas funções \(f\) e \(g\) e uma reta \(r\).
Sabe-se que:
- • a função \(f\) tem domínio \(\mathbb{R}\) e é definida por \(f(x)=-2e^{x}\);
- • a função \(g\) tem domínio \(\mathbb{R}^{+}\) e é definida por \(g(x)=\ln\left(\dfrac1x\right)\);
- • a reta \(r\) é tangente ao gráfico de \(f\) no ponto \(A\) e é tangente ao gráfico de \(g\) no ponto \(B\).
Sejam \(x_A\) a abcissa do ponto \(A\) e \(x_B\) a abcissa do ponto \(B\).
Qual das igualdades seguintes relaciona corretamente \(x_A\) com \(x_B\)?
- (A) \(e^{x_A}=\dfrac{1}{2x_B}\)
- (C) \(x_A=-\ln\left(\dfrac{x_B}{2}\right)\)
- (B) \(2e^{x_A}=x_B\)
- (D) \(\ln\left(\dfrac{1}{x_B}\right)=2e^{x_A}\)
A reta \(r\) é a mesma nos dois pontos de tangência, pelo que tem um único declive. Assim, o declive em \(A\) (dado por \(f'\)) tem de ser igual ao declive em \(B\) (dado por \(g'\)).
Passo 2 — as duas derivadasPara \(g\), começa-se por simplificar: \(\ln\left(\dfrac1x\right)=-\ln x\).
24. Declive dado, com tecnologia
Seja \(f\) a função de domínio \(\mathbb{R}\setminus\{0\}\), definida por \(f(x)=\dfrac{\operatorname{sen}(\pi x)}{x}\).
Considere uma reta \(t\), tangente ao gráfico de \(f\), num ponto \(A\) de abcissa \(a\), com \(-1\lt a\lt 0\).
Recorra à tecnologia e, sabendo que o declive da reta \(t\) é \(2\), determine, com arredondamento às milésimas, a abcissa de \(A\).
O declive da tangente no ponto de abcissa \(a\) é \(f'(a)\), pelo que se pretende resolver \(f'(a)=2\) em \(\left]-1,\,0\right[\).
Passo 2 — a expressão da derivadaPela regra do quociente, com \(\big(\operatorname{sen}(\pi x)\big)'=\pi\cos(\pi x)\):
Introduzem-se
e procura-se a abcissa do ponto de interseção que pertence ao intervalo dado.
Em alternativa, se a calculadora dispuser de derivada numérica, define-se \(Y_1\) diretamente como a derivada de \(f\).
Neste intervalo a solução é única, pelo que não há outros valores a considerar.
25. Derivar exponenciais e logaritmos
Determine uma expressão analítica da função derivada de cada uma das funções a seguir definidas.
- 25.1. \(f(x)=-2+5e^{-2x}\)
- 25.2. \(g(x)=-2e^{-x+1}+e^{3x}\)
- 25.3. \(h(x)=5-\dfrac12\ln(x)\)
- 25.4. \(i(x)=1-\ln 10\,\log(x)\)
Usam-se as versões compostas \(\left(e^{u}\right)'=u'e^{u}\) e \(\left(\ln u\right)'=\dfrac{u'}{u}\), lembrando que a derivada de uma constante é nula.
25.1.Com \(u=-2x\) e \(u'=-2\):
Derivam-se as duas parcelas: na primeira \(u=-x+1\) e \(u'=-1\); na segunda \(u=3x\) e \(u'=3\).
O domínio é \(\mathbb{R}^{+}\). Como \(-\dfrac12\) é uma constante multiplicativa:
Repare-se que \(\ln 10\) é apenas um número. Pela fórmula da mudança de base, \(\log x=\dfrac{\ln x}{\ln 10}\), pelo que
Sem simplificar chegava-se ao mesmo, usando \(\left(\log_a x\right)'=\dfrac{1}{x\ln a}\):
26. Determinar um parâmetro a partir de \(f'(0)\)
Sendo \(f(x)=e^{kx}+x\) e \(f'(0)=2\), determine \(k\).
Com \(u=kx\) e \(u'=k\) (note-se que \(k\) é uma constante):
Com \(k=1\) vem \(f(x)=e^{x}+x\) e \(f'(x)=e^{x}+1\), donde \(f'(0)=1+1=2\ \checkmark\)
27. Monotonia e área de um triângulo
Seja \(f\) a função, de domínio \(\mathbb{R}\), definida por:
- 27.1. Estude \(f\) quanto à monotonia e quanto à existência de extremos.
- 27.2. Determine a medida exata da área do triângulo \([OAB]\), tal que:
- \(OA\) é a reta tangente ao gráfico da função \(f\) no ponto de abcissa \(0\);
- \(AB\) é a reta de equação \(x=1\) que interseta o gráfico de \(f\) no ponto \(B\).
É um produto. Com \(\left(e^{\frac{x}{2}}\right)'=\dfrac12 e^{\frac{x}{2}}\):
Pondo \(e^{\frac{x}{2}}\) em evidência:
Uma exponencial é sempre positiva, pelo que \(e^{\frac{x}{2}}\gt 0\) para todo o \(x\): o sinal de \(f'\) é o sinal de \(x+2\).
| \(x\) | \(-\infty\) | \(-2\) | \(+\infty\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(f'(x)\) | \(-\) | \(0\) | \(+\) | ||
| \(f(x)\) | \(\searrow\) | mín. | \(\nearrow\) |
\(f\) é decrescente em \(\left]-\infty,-2\right]\) e crescente em \(\left[-2,+\infty\right[\).
Tem um mínimo relativo (e absoluto) igual a \(-\dfrac{4}{e}\), para \(x=-2\).
Confirma-se que a tangente passa na origem — daí o vértice \(O\) do triângulo.
27.2. — os pontos \(A\) e \(B\)\(A\) é o ponto da reta tangente com abcissa \(1\); \(B\) é o ponto do gráfico de \(f\) com abcissa \(1\):
Como \(2\sqrt{e}\approx 3{,}30\gt 2\), o ponto \(B\) está acima de \(A\), tal como na figura.
27.2. — áreaOs pontos \(A\) e \(B\) têm a mesma abcissa, pelo que \([AB]\) é vertical: toma-se para base. A altura correspondente é a distância de \(O\) à reta \(x=1\), ou seja, \(1\).
28. Tangente horizontal
A reta tangente ao gráfico da função \(f\) no ponto \(P\) é uma reta horizontal.
Sendo \(f(x)=\dfrac{x^{2}}{e^{x}}\), determine as coordenadas do ponto \(P\).
Uma reta horizontal tem declive nulo. Como o declive da tangente no ponto de abcissa \(a\) é \(f'(a)\), procura-se \(a\) tal que \(f'(a)=0\).
Passo 2 — a função derivadaÉ mais simples escrever \(f(x)=x^{2}e^{-x}\) e usar a regra do produto, com \(\left(e^{-x}\right)'=-e^{-x}\):
Pela regra do quociente obtinha-se o mesmo: \(f'(x)=\dfrac{2x\,e^{x}-x^{2}e^{x}}{\left(e^{x}\right)^{2}}=\dfrac{2x-x^{2}}{e^{x}}\).
Passo 3 — resolver \(f'(x)=0\)Como \(e^{-x}\gt 0\) para todo o \(x\), a derivada só se anula quando o outro fator se anula:
Há, portanto, dois pontos do gráfico em que a tangente é horizontal. Pelo quadro de sinal de \(f'\) (o sinal de \(x(2-x)\)), o primeiro corresponde a um mínimo e o segundo a um máximo.
\(P=(0,0)\) ou \(P=\left(2,\dfrac{4}{e^{2}}\right)\)
29. Monotonia, inversa e declive
Considere a função \(g\), de domínio \(\mathbb{R}\), definida por:
- 29.1. Mostre que \(g\) é estritamente crescente.
- 29.2. Justifique que \(g\) admite inversa.
- 29.3. Determine \(g^{-1}(2)\).
- 29.4. Determine o declive da reta tangente ao gráfico de \(g\) no ponto de abcissa \(-1\).
Como \(\dfrac{1}{2^{-x}}=2^{x}\):
Usando \(\left(a^{x}\right)'=a^{x}\ln a\):
Ora, para todo o \(x\in\mathbb{R}\): \(2^{x}\gt 0\), \(4^{x}\gt 0\), e \(\ln 2\gt 0\) e \(\ln 4\gt 0\) porque \(2\gt 1\) e \(4\gt 1\). A soma de dois números positivos é positiva:
Uma função estritamente crescente é injetiva: se \(x_1\ne x_2\), digamos \(x_1\lt x_2\), então \(g(x_1)\lt g(x_2)\) e, em particular, \(g(x_1)\ne g(x_2)\).
Como \(4^{a}=\left(2^{2}\right)^{a}=\left(2^{a}\right)^{2}\), faz-se \(y=2^{a}\), com \(y\gt 0\):
Rejeita-se \(y=-2\) porque \(2^{a}\gt 0\). Fica \(2^{a}=1=2^{0}\), ou seja, \(a=0\).
O declive pedido é \(g'(-1)\). Note-se que \(\ln 4=\ln 2^{2}=2\ln 2\):
30. Zeros, tangentes simétricas e monotonia
Considere a função \(f\), de domínio \(\left]-5,5\right[\), definida por:
- 30.1. Determine os zeros de \(f\).
- 30.2. Mostre que as retas tangentes ao gráfico de \(f\) nos pontos correspondentes aos zeros têm declives simétricos.
- 30.3. Estude \(f\) quanto à monotonia.
Ambos os valores pertencem a \(\left]-5,5\right[\), pelo que são aceitáveis.
Com \(\left(\log_a u\right)'=\dfrac{u'}{u\ln a}\), sendo \(u=25-x^{2}\) e \(u'=-2x\):
Note-se que \(25-(\pm 3)^{2}=25-9=16\) nos dois casos:
De outro modo: \(f(-x)=\log_{2}\left(25-(-x)^{2}\right)-4=f(x)\), pelo que \(f\) é uma função par; o seu gráfico é simétrico relativamente ao eixo \(Oy\) e, portanto, a derivada é ímpar: \(f'(-x)=-f'(x)\). Como os zeros são simétricos, os declives também o são.
30.3. — sinal de \(f'\)No domínio \(\left]-5,5\right[\) tem-se \(x^{2}\lt 25\), logo \(25-x^{2}\gt 0\); e \(\ln 2\gt 0\). O denominador de \(f'\) é, portanto, sempre positivo, e o sinal de \(f'\) é o sinal de \(-2x\).
| \(x\) | \(-5\) | \(0\) | \(5\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(f'(x)\) | \(+\) | \(0\) | \(-\) | ||
| \(f(x)\) | \(\nearrow\) | máx. | \(\searrow\) |
\(f\) é crescente em \(\left]-5,0\right]\) e decrescente em \(\left[0,5\right[\).
Tem um máximo relativo (e absoluto) igual a \(\log_{2}\dfrac{25}{16}\), para \(x=0\).
31. Custo operacional mínimo
O custo operacional diário de um hotel, \(C\), em euros, é dado, em função da sua taxa de ocupação diária, \(t\), em percentagem, por
Determine a taxa de ocupação diária para a qual o custo operacional é mínimo.
O valor \(45\) pertence ao intervalo \(\left[0,\,100\right]\), pelo que é admissível.
Passo 3 — quadro de sinal| \(t\) | \(0\) | \(45\) | \(100\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(C'(t)\) | \(-\) | \(0\) | \(+\) | ||
| \(C(t)\) | \(\searrow\) | mín. | \(\nearrow\) |
O custo decresce até \(t=45\) e cresce a partir daí: em \(t=45\) há um mínimo absoluto.
Passo 4 — valor do custo mínimo32. Monotonia de \(\ln(\cos x)\)
Considere a função \(f\), de domínio \(\left]0,\,\dfrac{\pi}{2}\right[\), definida por \(f(x)=\ln(\cos x)\).
Estude, sem recorrer às capacidades gráficas da calculadora, a função \(f\) quanto à monotonia.
Em \(\left]0,\frac{\pi}{2}\right[\) tem-se \(\cos x\gt 0\), pelo que \(\ln(\cos x)\) está bem definido.
Passo 1 — derivadaAplica-se \(\left(\ln u\right)'=\dfrac{u'}{u}\), com \(u=\cos x\) e \(u'=-\operatorname{sen} x\):
No intervalo \(\left]0,\frac{\pi}{2}\right[\) (1.º quadrante) tem-se \(\operatorname{sen} x\gt 0\) e \(\cos x\gt 0\), logo:
A derivada é negativa em todo o domínio e nunca se anula.
Passo 3 — quadro de sinal| \(x\) | \(0\) | \(\dfrac{\pi}{2}\) | |
|---|---|---|---|
| \(f'(x)\) | \(-\) | ||
| \(f(x)\) | \(\searrow\) |
\(f\) é estritamente decrescente em \(\left]0,\,\dfrac{\pi}{2}\right[\).
Não tem extremos: o intervalo é aberto e a função é monótona.
Confirma-se pelos valores nos extremos: quando \(x\to 0^{+}\), \(\cos x\to 1\) e \(f(x)\to 0\); quando \(x\to\left(\frac{\pi}{2}\right)^{-}\), \(\cos x\to 0^{+}\) e \(f(x)\to -\infty\).
33. Área máxima de um triângulo isósceles
Na figura, está representada, em referencial ortogonal \(Oxy\), parte do gráfico da função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(f(x)=2e^{-x}(x-1)\).
Seja \(P\) um ponto do 1.º quadrante pertencente ao gráfico de \(f\). Para cada posição do ponto \(P\), considere o triângulo isósceles \([APB]\), em que:
- • \(A\) é o ponto de interseção do gráfico de \(f\) com o eixo das abcissas;
- • o ponto \(B\), com abcissa maior do que a abcissa do ponto \(A\), é o ponto do eixo das abcissas tal que \(\overline{AP}=\overline{BP}\).
Seja \(x\) a abcissa do ponto \(P\).
- 33.1. Mostre que a área, \(F\), do triângulo \([APB]\) pode ser dada, em função de \(x\), por \(F(x)=2e^{-x}(x-1)^{2}\), com \(x\gt 1\).
- 33.2. Determine, sem recorrer às capacidades gráficas da calculadora, o valor de \(x\) para o qual a área do triângulo \([APB]\) é máxima.
\(A\) é o zero de \(f\). Como \(2e^{-x}\neq 0\) para todo o \(x\):
Pela mesma razão, \(f(x)\gt 0 \iff x\gt 1\): é essa a condição para \(P\) estar no 1.º quadrante.
33.1. — coordenadas de \(B\)O triângulo é isósceles com \(\overline{AP}=\overline{BP}\), logo \(P\) pertence à mediatriz de \([AB]\). Como \(A\) e \(B\) estão ambos no eixo \(Ox\), a abcissa de \(P\) é o ponto médio das abcissas de \(A\) e de \(B\):
A base \([AB]\) está sobre o eixo \(Ox\) e a altura correspondente é a ordenada de \(P\):
Derivada de um produto, com \(\left(e^{-x}\right)'=-e^{-x}\):
Para \(x\gt 1\) tem-se \(2e^{-x}\gt 0\) e \(x-1\gt 0\), pelo que o sinal de \(F'\) é o sinal de \(3-x\):
| \(x\) | \(1\) | \(3\) | \(+\infty\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(F'(x)\) | \(+\) | \(0\) | \(-\) | ||
| \(F(x)\) | \(\nearrow\) | máx. | \(\searrow\) |
A área cresce até \(x=3\) e decresce a partir daí: o máximo ocorre em \(x=3\).
34. Área de um retângulo
Considere a função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}^{+}\), definida por \(f(x)=\dfrac{\ln x}{x}\) e os pontos \(A\) e \(B\), tais que:
- • \(A\) é o ponto de interseção do gráfico da função \(f\) com o eixo das abcissas;
- • \(B\) é o ponto do gráfico de \(f\) cuja ordenada é o valor máximo de \(f\).
Determine a área do retângulo de diagonal \([AB]\) que tem um dos lados contido no eixo \(Ox\).
Uma fração é nula quando o numerador é nulo (com denominador não nulo):
Derivada de um quociente:
Como \(x^{2}\gt 0\), o sinal de \(f'\) é o sinal de \(1-\ln x\):
| \(x\) | \(0\) | \(e\) | \(+\infty\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(f'(x)\) | \(+\) | \(0\) | \(-\) | ||
| \(f(x)\) | \(\nearrow\) | máx. | \(\searrow\) |
Se \([AB]\) é a diagonal e um dos lados está contido em \(Ox\), os quatro vértices são:
Os lados medem, portanto, \(e-1\) (na horizontal) e \(\dfrac1e\) (na vertical).
35. Área máxima de um retângulo
Na figura, está representado, em referencial ortogonal \(Oxy\), parte do gráfico da função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}^{+}\), definida por \(f(x)=8-\ln^{2}x\).
Seja \(P\) um ponto do 1.º quadrante pertencente ao gráfico de \(f\). Para cada posição do ponto \(P\), considere o retângulo de diagonal \([OP]\), com dois dos lados contidos nos eixos coordenados.
Seja \(x\) a abcissa do ponto \(P\).
Determine o valor máximo da área do retângulo de diagonal \([OP]\).
Os lados do retângulo são a abcissa e a ordenada de \(P\):
Para \(P\) estar no 1.º quadrante é preciso \(x\gt 0\) e \(f(x)\gt 0\):
Derivada de um produto, com \(\left(\ln^{2}x\right)'=2\ln x\times\dfrac1x\):
Fazendo \(y=\ln x\), obtém-se uma equação do 2.º grau:
Como \(-4\lt -2\sqrt2\approx -2{,}83\), o valor \(e^{-4}\) está fora do intervalo obtido no Passo 1: só \(x=e^{2}\) é admissível.
Passo 4 — sinal da derivadaFatorizando, \(A'(x)=-\left(\ln x+4\right)\left(\ln x-2\right)\). No intervalo considerado tem-se \(\ln x\gt -2\sqrt2\gt -4\), logo \(\ln x+4\gt 0\) e o sinal de \(A'\) é o sinal de \(-\left(\ln x-2\right)\):
| \(x\) | \(e^{-2\sqrt2}\) | \(e^{2}\) | \(e^{2\sqrt2}\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(A'(x)\) | \(+\) | \(0\) | \(-\) | ||
| \(A(x)\) | \(\nearrow\) | máx. | \(\searrow\) |
36. Monotonia de uma função composta
Na figura, está representada, em referencial o.n. \(Oxy\), parte do gráfico da função \(f\), de domínio \(\mathbb{R}\).
Como a figura ilustra, a função \(f\) é decrescente em \(\left]-\infty,\,0\right]\) e crescente em \(\left[0,\,+\infty\right[\).
Seja \(g\) a função, de domínio \(\mathbb{R}\), definida por \(g(x)=x^{2}+x+5\).
Estude a função \(f\circ g\) quanto à monotonia e à existência de extremos.
O sinal desta derivada é o produto dos sinais dos dois fatores; vamos estudá-los separadamente.
Passo 2 — sinal de \(f'\big(g(x)\big)\)Completando o quadrado em \(g\):
Ou seja, \(g(x)\gt 0\) para todo o \(x\in\mathbb{R}\). Como \(f\) é crescente em \(\left[0,+\infty\right[\), tem-se \(f'(t)\gt 0\) para \(t\gt 0\) e, portanto:
Este fator é sempre positivo: não influencia o sinal da derivada.
Passo 3 — sinal de \(g'(x)\)É uma função afim de declive positivo: negativa antes de \(-\frac12\) e positiva depois.
Passo 4 — quadro de sinal| \(x\) | \(-\infty\) | \(-\dfrac12\) | \(+\infty\) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| \(f'\big(g(x)\big)\) | \(+\) | \(+\) | \(+\) | ||
| \(g'(x)\) | \(-\) | \(0\) | \(+\) | ||
| \(\left(f\circ g\right)'(x)\) | \(-\) | \(0\) | \(+\) | ||
| \(\left(f\circ g\right)(x)\) | \(\searrow\) | mín. | \(\nearrow\) |
\(f\circ g\) é estritamente decrescente em \(\left]-\infty,\,-\dfrac12\right]\) e estritamente crescente em \(\left[-\dfrac12,\,+\infty\right[\).
Tem um mínimo relativo (e absoluto) em \(x=-\dfrac12\), igual a \(f\left(\dfrac{19}{4}\right)\). Não tem máximo.
Repare-se que o mínimo de \(f\circ g\) não está onde \(f\) tem o seu mínimo: como \(g\) nunca chega a \(0\), a composta só "sente" a parte crescente de \(f\), e é \(g\) que decide a monotonia.