1. Função \(f(x)=1-2\sin\!\left(\tfrac{\pi}{5}+\tfrac{2}{3}x\right)\)
Considera a função \(f\) definida em \(\mathbb{R}\) por \(f(x)=1-2\sin\!\left(\dfrac{\pi}{5}+\dfrac{2}{3}x\right)\).
- 1.1. Determina o contradomínio da função \(f\).
- 1.2. Escreve a expressão geral dos zeros de \(f\).
- 1.3. Prova que \(f\) é periódica de período \(3\pi\).
Como \(-1\le\sin\!\left(\dfrac{\pi}{5}+\dfrac{2}{3}x\right)\le 1\):
Para todo o \(x\in\mathbb{R}\):
2. Estudo de sete funções
Considera as funções \(f,\ g,\ h,\ i,\ j,\ k\) e \(l\) definidas, respetivamente, por:
- 2.1. Determina o domínio e o contradomínio de cada uma das funções.
- 2.2. Determina, caso existam, uma expressão geral dos zeros de cada uma das funções.
- 2.6. Prova que:
- 2.6.1. \(g\) é periódica de período \(\pi\).
- 2.6.2. \(h\) é periódica de período \(4\pi\).
- 2.6.3. \(k\) é periódica de período \(\dfrac{\pi}{5}\).
\(f(x)=5+3\sin x\): de \(-1\le\sin x\le1\) vem \(2\le 5+3\sin x\le 8\).
\(g(x)=1-\sin 2x\): de \(-1\le\sin 2x\le1\) vem \(0\le 1-\sin 2x\le 2\).
\(h(x)=3-6\cos\dfrac{x}{2}\): de \(-1\le\cos\dfrac{x}{2}\le1\) vem \(-3\le 3-6\cos\dfrac{x}{2}\le 9\).
\(i(x)=\dfrac{2}{3+\cos x}\): como \(2\le 3+\cos x\le 4\), o denominador nunca se anula e \(\dfrac{1}{2}\le\dfrac{2}{3+\cos x}\le 1\).
\(j(x)=2\tan\!\left(x+\dfrac{\pi}{3}\right)\): existe se \(x+\dfrac{\pi}{3}\neq\dfrac{\pi}{2}+k\pi\), ou seja \(x\neq\dfrac{\pi}{6}+k\pi\).
\(k(x)=1+\tan\!\left(5x+\dfrac{\pi}{6}\right)\): existe se \(5x+\dfrac{\pi}{6}\neq\dfrac{\pi}{2}+k\pi\), ou seja \(x\neq\dfrac{\pi}{15}+\dfrac{k\pi}{5}\).
\(l(x)=3-4\cos^2\!\left(2x+\dfrac{\pi}{4}\right)\): de \(0\le\cos^2(\cdots)\le1\) vem \(-1\le 3-4\cos^2(\cdots)\le 3\).
\(f\): \(5+3\sin x=0\Leftrightarrow\sin x=-\dfrac{5}{3}\), impossível. Não tem zeros.
\(g\): \(1-\sin 2x=0\Leftrightarrow\sin 2x=1\Leftrightarrow 2x=\dfrac{\pi}{2}+2k\pi\).
\(h\): \(3-6\cos\dfrac{x}{2}=0\Leftrightarrow\cos\dfrac{x}{2}=\dfrac12\Leftrightarrow\dfrac{x}{2}=\pm\dfrac{\pi}{3}+2k\pi\).
\(i\): \(\dfrac{2}{3+\cos x}=0\) é impossível. Não tem zeros.
\(j\): \(2\tan\!\left(x+\dfrac{\pi}{3}\right)=0\Leftrightarrow x+\dfrac{\pi}{3}=k\pi\).
\(k\): \(1+\tan\!\left(5x+\dfrac{\pi}{6}\right)=0\Leftrightarrow\tan\!\left(5x+\dfrac{\pi}{6}\right)=-1\Leftrightarrow 5x+\dfrac{\pi}{6}=-\dfrac{\pi}{4}+k\pi\).
\(l\): \(3-4\cos^2\!\left(2x+\dfrac{\pi}{4}\right)=0\Leftrightarrow\cos^2\!\left(2x+\dfrac{\pi}{4}\right)=\dfrac34\). Usando \(\cos^2\theta=\dfrac{1+\cos 2\theta}{2}\):
2.6.1. \(g(x+\pi)=1-\sin(2x+2\pi)=1-\sin 2x=g(x)\). Logo \(g\) é periódica de período \(\pi=\dfrac{2\pi}{2}\).
2.6.2. \(h(x+4\pi)=3-6\cos\!\left(\dfrac{x+4\pi}{2}\right)=3-6\cos\!\left(\dfrac{x}{2}+2\pi\right)=h(x)\). Logo \(h\) é periódica de período \(4\pi\).
2.6.3. \(k\!\left(x+\dfrac{\pi}{5}\right)=1+\tan\!\left(5x+\pi+\dfrac{\pi}{6}\right)=1+\tan\!\left(5x+\dfrac{\pi}{6}\right)=k(x)\). Logo \(k\) é periódica de período \(\dfrac{\pi}{5}\).
3. Função \(f(x)=\dfrac{1-\sin 4x}{2}\)
Considere a função \(f\) definida em \(\mathbb{R}\) por \(f(x)=\dfrac{1-\sin 4x}{2}\).
- 3.1. Determine o contradomínio de \(f\).
- 3.2. Mostre que \(f\) é periódica de período \(\dfrac{\pi}{2}\).
- 3.3. Sabendo que \(\alpha\in\left]\dfrac{\pi}{4},\dfrac{\pi}{2}\right[\) e que \(f(\pi+\alpha)\times f(\pi-\alpha)=\dfrac{4}{25}\), determine \(f(\alpha)\).
De \(-1\le\sin 4x\le 1\) vem \(0\le 1-\sin 4x\le 2\), logo \(0\le\dfrac{1-\sin 4x}{2}\le 1\).
Como \(\alpha\in\left]\dfrac{\pi}{4},\dfrac{\pi}{2}\right[\), tem-se \(4\alpha\in\,]\pi,2\pi[\), onde \(\sin 4\alpha<0\), logo \(\sin 4\alpha=-\dfrac{3}{5}\).
4. Triângulo \([OPS]\) na circunferência trigonométrica
Na figura está representado um referencial ortonormado \(Oxy\) e a circunferência trigonométrica, que interseta o eixo \(Ox\) nos pontos \(A\) e \(B\) (\(B\) com abcissa positiva) e o semieixo positivo \(Oy\) no ponto \(C\). O ponto \(P\) desloca-se sobre o arco \(CA\) de tal modo que \(OQ\) é sempre perpendicular a \(AP\). As semirretas \(\dot{A}P\) e \(\dot{O}Q\) intersetam-se no ponto \(S\).

- 4.1. Para cada \(x\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\), seja \(g(x)\) a área do triângulo \([OPS]\). Mostra que \(g(x)=\dfrac14\sin(2x)\).
- 4.2. Determina o contradomínio da função \(g\) e indica a área máxima do triângulo \([OPS]\).
- 4.3. Sabendo que a abcissa do ponto \(P\) é \(\dfrac{5}{13}\), determina a área do triângulo \([OPS]\).
O ângulo em \(A\) é \(x\) (amplitude de \(\widehat{OAP}\)). Como \([AB]\) é diâmetro da circunferência, o ângulo \(\widehat{APB}\) está inscrito numa semicircunferência, logo é reto. No triângulo retângulo \([APB]\), com \(AB=2\):
Como \(OQ\perp AP\) em \(S\), o triângulo \([OSA]\) é retângulo em \(S\), com \(\widehat{OAS}=x\) e \(OA=1\):
O triângulo \([OPS]\) é retângulo em \(S\) (pois \(OS\perp PS\)), de catetos \(OS\) e \(PS\):
Para \(x\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\) tem-se \(2x\in\,]0,\pi[\), logo \(\sin(2x)\in\,]0,1]\).
O ponto \(P\) tem coordenadas \((\cos 2x,\sin 2x)\), logo \(\cos 2x=\dfrac{5}{13}\). Como \(2x\in\,]0,\pi[\), \(\sin 2x>0\):
5. Funções \(f(x)=3\cos\dfrac{x}{2}\) e \(g(x)=\dfrac13\sin(3x)\)
Considere as funções \(f\) e \(g\) definidas em \(\mathbb{R}\) por \(f(x)=3\cos\dfrac{x}{2}\) e \(g(x)=\dfrac13\sin(3x)\).
- 5.1. Prova que \(f\) é uma função periódica de período \(4\pi\).
- 5.2. Prova que \(g\) é uma função periódica e indica o período mínimo.
- 5.3. Sabendo que \(f(\pi-2\alpha)=1\) e que \(\alpha\in\left]\dfrac{\pi}{2},\dfrac{3\pi}{2}\right[\), determina \(g\!\left(\dfrac{\pi}{2}+\dfrac{\alpha}{3}\right)\).
Como \(\alpha\in\left]\dfrac{\pi}{2},\dfrac{3\pi}{2}\right[\) e \(\sin\alpha=\dfrac13>0\), \(\alpha\) pertence ao 2.º quadrante, logo \(\cos\alpha<0\):
6. Semicircunferência de diâmetro \([AB]\)
Um ponto \(P\) desloca-se sobre uma semicircunferência de diâmetro \([AB]\), centro \(O\) e raio \(1\). Seja \(x\) a amplitude, em radianos, do ângulo \(BOP\) (\(x\in\,]0,\pi[\)). Seja \(f(x)=\overline{BP}\) e \(g(x)=\overline{AP}\).

- 6.1. Justifica que o triângulo \([ABP]\) é retângulo em \(P\).
- 6.2. Justifica que \(f(x)=2\sin\dfrac{x}{2}\) e \(g(x)=2\cos\dfrac{x}{2}\).
- 6.3. Sabendo que \(f(\pi-2\alpha)=1\) e \(\alpha\in\,]0,\pi[\), determina \(\overline{AP}\) para \(x=\alpha\).
O ponto \(P\) pertence à circunferência de diâmetro \([AB]\), logo o ângulo \(\widehat{APB}\) está inscrito numa semicircunferência. Pelo teorema do ângulo inscrito, \(\widehat{APB}=90^\circ\). Portanto o triângulo \([ABP]\) é retângulo em \(P\).
6.2A corda que subtende um ângulo ao centro \(\theta\) numa circunferência de raio \(1\) mede \(2\sin\dfrac{\theta}{2}\). O arco \(BP\) corresponde ao ângulo ao centro \(\widehat{BOP}=x\) e o arco \(AP\) ao ângulo \(\widehat{AOP}=\pi-x\):
Como \(\alpha\in\,]0,\pi[\), vem \(\alpha=\dfrac{\pi}{3}\). Logo:
7. Paralelogramo e função seno
Seja \(f:[0,\pi]\to\mathbb{R}\) a função definida por \(f(x)=\sin x\). Sejam \(A\), \(B\) e \(C\) os pontos tais que:
- \(A\) e \(B\) pertencem ao gráfico de \(f\) e têm a mesma ordenada, sendo \(A\) o de menor abcissa;
- \(C\) é o ponto de interseção da mediatriz de \([AB]\) com o eixo \(Ox\);
- o quadrilátero \([OABC]\) é um paralelogramo.
Determine a área desse paralelogramo.
\(A\) e \(B\) têm a mesma ordenada e estão no gráfico de \(\sin\) em \([0,\pi]\), logo, sendo \(A=(a,\sin a)\), tem-se \(B=(\pi-a,\sin a)\), com \(a<\dfrac{\pi}{2}\).
Ponto \(C\)A mediatriz de \([AB]\) (segmento horizontal) é a reta vertical \(x=\dfrac{\pi}{2}\), que interseta \(Ox\) em \(C=\left(\dfrac{\pi}{2},0\right)\).
Condição de paralelogramoPara \([OABC]\) ser paralelogramo, \(\overrightarrow{OA}=\overrightarrow{CB}\):
Logo \(A=\left(\dfrac{\pi}{4},\dfrac{\sqrt2}{2}\right)\), \(B=\left(\dfrac{3\pi}{4},\dfrac{\sqrt2}{2}\right)\), \(C=\left(\dfrac{\pi}{2},0\right)\).
ÁreaTomando como base \(\overline{OC}=\dfrac{\pi}{2}\) e altura igual à ordenada de \(A\) e \(B\), \(\dfrac{\sqrt2}{2}\):
8. Perímetro do triângulo \([OAB]\)
Na figura estão representados, num referencial o.n. \(Oxy\), uma circunferência e um triângulo \([OAB]\). Sabe-se que:
- a circunferência tem diâmetro \([OA]\);
- o ponto \(A\) tem coordenadas \((2,0)\);
- o vértice \(O\) do triângulo \([OAB]\) coincide com a origem do referencial;
- o ponto \(B\) desloca-se ao longo da semicircunferência superior.
Para cada posição do ponto \(B\), seja \(\alpha\) a amplitude do ângulo \(AOB\), com \(\alpha\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\).

- 8.1. Mostre que o perímetro do triângulo \([OAB]\) é dado, em função de \(\alpha\), por \(P(\alpha)=2\,(1+\cos\alpha+\sin\alpha)\).
- 8.2. Recorrendo às capacidades da calculadora gráfica, determine o valor de \(\alpha\), em radianos, para o qual o perímetro do triângulo \([OAB]\) é máximo (resultado arredondado às centésimas).
Como \([OA]\) é diâmetro da circunferência e \(B\) pertence à circunferência, o ângulo \(\widehat{OBA}\) está inscrito numa semicircunferência, logo é reto: o triângulo \([OAB]\) é retângulo em \(B\), com hipotenusa \(\overline{OA}=2\). Sendo \(\widehat{AOB}=\alpha\):
Representando \(P(\alpha)=2\,(1+\cos\alpha+\sin\alpha)\) em \(\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\), o máximo ocorre no ponto assinalado:
Analiticamente, \(P\) é máximo quando \(\sin\alpha=\cos\alpha\), isto é \(\tan\alpha=1\), logo \(\alpha=\dfrac{\pi}{4}\). O perímetro máximo é \(P\!\left(\dfrac{\pi}{4}\right)=2\,(1+\sqrt2)\approx 4{,}83\).
9. Área do trapézio \([PQRS]\) (1.º quadrante)
Na figura estão representados, num referencial o.n. \(xOy\), a circunferência trigonométrica e a reta de equação \(x=1\). Um ponto \(P\) desloca-se sobre a circunferência, no primeiro quadrante. Para cada posição de \(P\):
- seja \(\alpha\) a amplitude do ângulo orientado que tem por lado origem o semieixo positivo \(Ox\) e por lado extremidade a semirreta \(\dot{O}P\) \(\left(\alpha\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\right)\);
- seja \(f(\alpha)\) a área do trapézio \([PQRS]\), em que \(S\) é o ponto de interseção da reta \(OP\) com a reta \(x=1\) e os pontos \(Q\) e \(R\) são, respetivamente, os simétricos de \(P\) e \(S\) em relação ao eixo \(Ox\).

- 9.1. Mostra que \(f(\alpha)=(\tan\alpha+\sin\alpha)(1-\cos\alpha)\).
- 9.2. Determina a área do trapézio, no caso em que a abcissa do ponto \(P\) é \(\dfrac{1}{3}\).
Com \(P=(\cos\alpha,\sin\alpha)\), a reta \(OP\) tem equação \(y=\tan\alpha\cdot x\); em \(x=1\) obtém-se \(S=(1,\tan\alpha)\). Os simétricos em relação a \(Ox\) são \(Q=(\cos\alpha,-\sin\alpha)\) e \(R=(1,-\tan\alpha)\).
As bases paralelas do trapézio são os segmentos verticais \([PQ]\) e \([SR]\):
Se a abcissa de \(P\) é \(\dfrac13\), então \(\cos\alpha=\dfrac13\). Como \(\alpha\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\):
10. Área do triângulo \([PQR]\) (3.º quadrante)
Na figura estão representados, num referencial o.n. \(xOy\), a circunferência trigonométrica e a reta de equação \(x=1\). Um ponto \(P\) desloca-se sobre a circunferência, no terceiro quadrante. Para cada posição de \(P\):
- seja \(\alpha\) a amplitude do ângulo orientado que tem por lado origem o semieixo positivo \(Ox\) e por lado extremidade a semirreta \(\dot{O}P\) \(\left(\alpha\in\left]\pi,\dfrac{3\pi}{2}\right[\right)\);
- seja \(f(\alpha)\) a área do triângulo \([PQR]\), em que \(Q\) é o ponto de interseção da reta \(OP\) com a reta \(x=1\) e \(R\) é o ponto desta reta que tem ordenada igual à do ponto \(P\).

- 10.1. Mostra que \(f(\alpha)=\dfrac{(1-\cos\alpha)(\tan\alpha-\sin\alpha)}{2}\).
- 10.2. Para um certo \(x\in\left]\pi,\dfrac{3\pi}{2}\right[\), tem-se \(\tan x=\dfrac{4}{3}\). Determina \(f(x)\).
Com \(P=(\cos\alpha,\sin\alpha)\) no 3.º quadrante, a reta \(OP\) (de equação \(y=\tan\alpha\cdot x\)) interseta \(x=1\) em \(Q=(1,\tan\alpha)\), e \(R=(1,\sin\alpha)\). O segmento \([QR]\) é vertical em \(x=1\):
Como \(x\in\left]\pi,\dfrac{3\pi}{2}\right[\) (3.º quadrante), \(\sin x<0\) e \(\cos x<0\). De \(1+\tan^2 x=\dfrac{1}{\cos^2 x}\):
11. Área do trapézio \([PQRS]\) com \(y=1\)
Na figura estão representados, num referencial o.n. \(xOy\), a circunferência trigonométrica e a reta de equação \(x=1\). Um ponto \(P\) desloca-se sobre a circunferência, no primeiro quadrante. Para cada posição de \(P\):
- seja \(\alpha\) a amplitude do ângulo orientado que tem por lado origem o semieixo positivo \(Ox\) e por lado extremidade a semirreta \(\dot{O}P\) \(\left(\alpha\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\right)\);
- seja \(f(\alpha)\) a área do trapézio \([PQRS]\), em que \(Q\) é o ponto da reta de equação \(y=1\) que tem abcissa igual à do ponto \(P\), \(R\) é o ponto de interseção da reta \(OP\) com a reta \(x=1\) e \(S\) é o ponto de coordenadas \((1,0)\).

- 11.1. Mostra que \(f(\alpha)=\dfrac{(1-\cos\alpha)(1+\tan\alpha-\sin\alpha)}{2}\).
- 11.2. Determina \(f\!\left(\dfrac{\pi}{3}\right)\).
Com \(P=(\cos\alpha,\sin\alpha)\): \(Q=(\cos\alpha,1)\), \(R=(1,\tan\alpha)\) e \(S=(1,0)\). As bases paralelas são os segmentos verticais \([PQ]\) e \([SR]\):
Para \(\alpha=\dfrac{\pi}{3}\): \(\cos\alpha=\dfrac12\), \(\sin\alpha=\dfrac{\sqrt3}{2}\), \(\tan\alpha=\sqrt3\).
12. Circunferência tangente à reta \(OP\)
Na figura estão representados, num referencial o.n. \(xOy\), a circunferência trigonométrica e a reta de equação \(x=1\). Um ponto \(P\) desloca-se sobre a circunferência, no primeiro quadrante. Para cada posição de \(P\):
- seja \(\alpha\) a amplitude do ângulo orientado que tem por lado origem o semieixo positivo \(Ox\) e por lado extremidade a semirreta \(\dot{O}P\) \(\left(\alpha\in\left]0,\dfrac{\pi}{2}\right[\right)\);
- seja \(R\) o ponto de abcissa \(1\) que tem ordenada igual à de \(P\);
- seja \(c\) a circunferência de centro \(Q(1,0)\) que passa pelo ponto \(R\).

- 12.1. A circunferência \(c\) interseta a circunferência trigonométrica em dois pontos que têm a mesma abcissa. Determina essa abcissa, em função de \(\alpha\).
- 12.2. Prova que a reta \(OP\) é tangente à circunferência \(c\).
Tem-se \(R=(1,\sin\alpha)\), logo o raio de \(c\) é \(\overline{QR}=\sin\alpha\) e \(c:\ (x-1)^2+y^2=\sin^2\alpha\). A circunferência trigonométrica é \(x^2+y^2=1\). Subtraindo as equações:
A reta \(OP\) passa na origem com declive \(\tan\alpha\), pelo que tem equação \(\sin\alpha\cdot x-\cos\alpha\cdot y=0\). A distância do centro \(Q(1,0)\) a esta reta é:
Como esta distância é igual ao raio de \(c\) (\(\sin\alpha\)), a reta \(OP\) é tangente à circunferência \(c\). \(\blacksquare\)
13. Função \(f(x)=2-4\sin\!\left(x-\tfrac{\pi}{6}\right)\) e área \([ABC]\)
Seja \(f:\left[-\dfrac{\pi}{3},\dfrac{2\pi}{3}\right]\to\mathbb{R}\) a função definida por \(f(x)=2-4\sin\!\left(x-\dfrac{\pi}{6}\right)\).
- 13.1. Determina o zero da função \(f\).
- 13.2. Indica o contradomínio da função \(f\).
- 13.3. Sejam \(A\) e \(B\) os pontos de interseção do gráfico de \(f\) com os eixos \(Ox\) e \(Oy\), respetivamente. Sejam \(P\) e \(Q\) os pontos do gráfico de \(f\) de ordenada máxima e mínima, respetivamente. Seja \(C\) o ponto de interseção da reta \(PQ\) com o eixo \(Ox\). Determina a área do triângulo \([ABC]\).
Para \(x\in\left[-\dfrac{\pi}{3},\dfrac{2\pi}{3}\right]\), tem-se \(x-\dfrac{\pi}{6}\in\left[-\dfrac{\pi}{2},\dfrac{\pi}{2}\right]\), onde \(\sin\!\left(x-\dfrac{\pi}{6}\right)=\dfrac12\Leftrightarrow x-\dfrac{\pi}{6}=\dfrac{\pi}{6}\).
Como \(x-\dfrac{\pi}{6}\in\left[-\dfrac{\pi}{2},\dfrac{\pi}{2}\right]\), tem-se \(-1\le\sin\!\left(x-\dfrac{\pi}{6}\right)\le 1\), logo \(-2\le 2-4\sin\!\left(x-\dfrac{\pi}{6}\right)\le 6\).
\(A\) é o zero: \(A=\left(\dfrac{\pi}{3},0\right)\). \(B\) é a interseção com \(Oy\): \(f(0)=2-4\sin\!\left(-\dfrac{\pi}{6}\right)=2+2=4\), logo \(B=(0,4)\).
O máximo (\(6\)) ocorre quando \(\sin\!\left(x-\dfrac{\pi}{6}\right)=-1\), isto é \(x=-\dfrac{\pi}{3}\): \(P=\left(-\dfrac{\pi}{3},6\right)\). O mínimo (\(-2\)) ocorre quando \(\sin\!\left(x-\dfrac{\pi}{6}\right)=1\), isto é \(x=\dfrac{2\pi}{3}\): \(Q=\left(\dfrac{2\pi}{3},-2\right)\).
A reta \(PQ\) tem declive \(\dfrac{-2-6}{\frac{2\pi}{3}-\left(-\frac{\pi}{3}\right)}=-\dfrac{8}{\pi}\). De \(y-6=-\dfrac{8}{\pi}\!\left(x+\dfrac{\pi}{3}\right)\), fazendo \(y=0\), vem \(x=\dfrac{5\pi}{12}\), logo \(C=\left(\dfrac{5\pi}{12},0\right)\).
No triângulo \([ABC]\), tomando como base \([AC]\) (sobre \(Ox\)) e altura \(\overline{OB}\):