📌 Resumo teórico
Experiência aleatória e espaço de resultados
Numa experiência aleatória, conhecem-se os resultados possíveis mas não se pode prever qual vai sair. O espaço de resultados \(S\) é o conjunto de todos os resultados possíveis; um acontecimento é um subconjunto de \(S\).
| Acontecimento | Significado |
|---|---|
| Elementar | formado por um só resultado |
| Composto | formado por dois ou mais resultados |
| Certo | acontece sempre (é \(S\)); probabilidade \(1\) |
| Impossível | nunca acontece; probabilidade \(0\) |
| Contrário de \(A\) | acontece quando \(A\) não acontece; \(P(\overline{A})=1-P(A)\) |
Dois acontecimentos são incompatíveis se não podem ocorrer ao mesmo tempo.
Regra de Laplace
Com resultados equiprováveis:
Frequência relativa
Repetindo a experiência muitas vezes, a frequência relativa de um acontecimento aproxima-se da sua probabilidade (lei dos grandes números). Com poucas repetições, os resultados podem afastar-se bastante do previsto.
Para experiências compostas (dois dados, …), os casos contam-se numa tabela de dupla entrada ou num diagrama em árvore.
1. Identificar uma experiência aleatória
Qual das seguintes experiências não é uma experiência aleatória?
Numa experiência aleatória não é possível prever o resultado antes de a realizar. Na opção [D], a caixa só tem berlindes azuis, pelo que já sabemos que vai sair um berlinde azul antes de se realizar a experiência.
2. Espaço de resultados e acontecimentos (roleta)
Considera a experiência aleatória, que consiste em rodar a roleta da figura e registar o número inscrito no setor para o qual a seta aponta.
2.1 Indica o espaço de resultados da experiência.
2.2 Indica, nesta experiência, um acontecimento:
a) elementar; b) composto, mas não certo; c) certo; d) impossível.
2.3 Indica os resultados favoráveis ao acontecimento «Sair um número primo menor que 7».
2.1 \(E=\{1,\,2,\,3,\,4,\,5,\,6,\,7,\,8\}\)
2.2 Por exemplo:
| a) elementar | «Sair o número 1.» |
|---|---|
| b) composto, mas não certo | «Sair o número 1 ou o número 2.» |
| c) certo | «Sair um número menor ou igual a 8.» |
| d) impossível | «Sair o número 9.» |
2.3 Os números primos menores que 7 são 2, 3 e 5. Resultados favoráveis: 2, 3 e 5.
3. Acontecimentos no lançamento de um dado
Lançou-se um dado cúbico não viciado, com as faces numeradas de 1 a 6. Considera os seguintes acontecimentos.
\(A\): «Sair um número primo.»
\(B\): «Sair um número par.»
\(C\): «Sair um número par menor que 6.»
Qual das seguintes afirmações é verdadeira?
O espaço de resultados é \(E=\{1,2,3,4,5,6\}\). Os acontecimentos são:
Cada um deles tem mais do que um resultado (é composto) mas nenhum tem os seis resultados (nenhum é certo). Em particular, \(C=\{2,4\}\) é composto, mas não certo.
4. Experiência com um baralho de cartas
Um baralho de cartas completo é constituído por 52 cartas, repartidas por quatro naipes de 13 cartas cada (espadas, copas, ouros e paus). Cada naipe tem três figuras (rei, dama e valete).
Considera a experiência que consiste em retirar, ao acaso, uma carta do baralho e registar essa carta.
4.1 A experiência referida é aleatória? Justifica a tua resposta.
4.2 Indica um acontecimento:
a) possível, mas não certo; b) impossível; c) certo.
4.1 Sim, porque não é possível prever o resultado que se obtém, mesmo quando é repetida exatamente nas mesmas condições.
4.2 Por exemplo:
| a) possível, mas não certo | «Sair uma carta do naipe de copas.» |
|---|---|
| b) impossível | «Sair um 11 de paus.» (não existe carta com o número 11) |
| c) certo | «Sair uma carta de espadas, copas, ouros ou paus.» |
5. Classificar acontecimentos (roleta 1 a 20)
Observa a roleta da figura. Considera a experiência, que consiste em rodar o ponteiro uma vez e verificar o número obtido. Classifica cada um dos seguintes acontecimentos, utilizando os termos: elementar; composto, mas não certo; composto e certo; impossível.
5.1 «Sair o número 7.»
5.2 «Sair o número 71.»
5.3 «Sair um número par.»
5.4 «Sair um número racional.»
5.5 «Sair um número negativo.»
5.6 «Sair um número primo.»
5.7 «Sair um múltiplo de 4.»
5.8 «Sair um quadrado perfeito.»
5.9 «Sair um divisor de 18.»
O espaço de resultados é \(E=\{1,2,3,\ldots,20\}\).
| Acontecimento | Resultados favoráveis | Classificação |
|---|---|---|
| 5.1 | 7 | Elementar |
| 5.2 | — (o 71 não pertence a \(E\)) | Impossível |
| 5.3 | 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20 | Composto, mas não certo |
| 5.4 | 1, 2, 3, …, 20 (todos são racionais) | Composto e certo |
| 5.5 | — (não há números negativos) | Impossível |
| 5.6 | 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19 | Composto, mas não certo |
| 5.7 | 4, 8, 12, 16, 20 | Composto, mas não certo |
| 5.8 | 1, 4, 9, 16 | Composto, mas não certo |
| 5.9 | 1, 2, 3, 6, 9, 18 | Composto, mas não certo |
6. Pião: acontecimentos e probabilidade
Considera a experiência que consiste em rodar o pião da figura e registar o número inscrito no setor que fica a tocar o chão.
6.1 Classifica como verdadeira ou falsa cada uma das seguintes afirmações.
| Afirmações | Verdadeira | Falsa |
|---|---|---|
| A. A experiência é aleatória. | ||
| B. Esta experiência, repetida nas mesmas condições, produz sempre o mesmo resultado. | ||
| C. «Sair um número par» é um acontecimento certo. | ||
| D. «Sair um número primo» é um acontecimento impossível. |
6.2 Constrói uma tabela de probabilidade associada a esta experiência.
6.1 O espaço de resultados é \(E=\{1,2,3,4,5\}\).
| Afirmações | V | F |
|---|---|---|
| A. A experiência é aleatória. | V | |
| B. Repetida nas mesmas condições, produz sempre o mesmo resultado. | F | |
| C. «Sair um número par» é um acontecimento certo. | F | |
| D. «Sair um número primo» é um acontecimento impossível. | F |
| A | Verdadeira — não é possível prever o resultado, mesmo repetindo a experiência nas mesmas condições. |
|---|---|
| B | Falsa — não é possível prever o resultado, logo pode não ser sempre o mesmo. |
| C | Falsa — os resultados favoráveis a «número par» são apenas 2 e 4. É um acontecimento composto, mas não certo. |
| D | Falsa — os resultados favoráveis a «número primo» são 2, 3 e 5. É um acontecimento composto (e possível). |
6.2 Como o pião tem 5 setores iguais, cada face tem probabilidade \(\frac{1}{5}\):
| Face | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| Probabilidade | \(\frac{1}{5}\) | \(\frac{1}{5}\) | \(\frac{1}{5}\) | \(\frac{1}{5}\) | \(\frac{1}{5}\) |
7. Tabela de probabilidade (planificação)
Considera a experiência aleatória, que consiste em lançar um dado cúbico, cuja planificação está representada na figura, e registar a face que fica voltada para cima. Constrói a tabela de probabilidade associada a esta experiência.
O dado tem 6 faces: o número 1 aparece 2 vezes, o número 2 aparece 3 vezes e o número 4 aparece 1 vez. As faces do dado são igualmente prováveis, por isso:
| Face | 1 | 2 | 4 |
|---|---|---|---|
| Probabilidade | \(\frac{2}{6}=\frac{1}{3}\) | \(\frac{3}{6}=\frac{1}{2}\) | \(\frac{1}{6}\) |
8. Moeda equilibrada e frequência
Classifica como verdadeira ou falsa a afirmação:
«Atirei uma moeda equilibrada ao ar seis vezes e saiu sempre a face nacional. Da próxima vez que o fizer, será muito mais provável sair, novamente, a face nacional.»
Afirmação falsa. Como a moeda é equilibrada, a probabilidade de sair face nacional ou face europeia é a mesma \(\left(\frac{1}{2}\right)\). Os lançamentos são independentes, pelo que os resultados anteriores não influenciam o próximo.
9. Probabilidades num saco de bolas
Um saco contém vinte bolas, numeradas de 1 a 20, indistinguíveis ao tato. Ao acaso, extrai-se uma bola do saco e anota-se o respetivo número.
9.1 Indica a probabilidade de esse número ser:
a) o número 4; b) um quadrado perfeito; c) menor que 10; d) primo e ímpar.
9.2 Realizando a experiência 500 vezes, quantas vezes é de esperar que seja extraída a bola com o número 13? Explica como pensaste.
9.1 Há 20 resultados igualmente possíveis.
| a) o número 4 | Existe uma bola com o número 4, entre as 20 bolas: \(P=\dfrac{1}{20}\). |
|---|---|
| b) quadrado perfeito | Os quadrados perfeitos de 1 a 20 são 1, 4, 9 e 16: \(P=\dfrac{4}{20}=\dfrac{1}{5}\). |
| c) menor que 10 | Há 9 números menores que 10 (de 1 a 9): \(P=\dfrac{9}{20}\). |
| d) primo e ímpar | Os números primos e ímpares de 1 a 20 são 3, 5, 7, 11, 13, 17 e 19: \(P=\dfrac{7}{20}\). |
9.2 Cada bola tem a mesma probabilidade de sair, logo \(P(13)=\dfrac{1}{20}\). Quando se repete uma experiência aleatória um número elevado de vezes, a frequência relativa de um acontecimento tende a estabilizar num valor próximo da sua probabilidade. Assim, em 500 repetições espera-se que a bola 13 saia:
10. Octaedro e resultados independentes
O dado da figura tem a forma de um octaedro regular. As suas oito faces triangulares estão numeradas de 1 a 8 e, quando o dado é lançado, têm igual probabilidade de sair.
Lançou-se o dado oito vezes e, das oito vezes, ficou voltada para baixo uma face com um número ímpar. O dado vai ser lançado novamente. Qual das seguintes afirmações está correta?
Adaptado de Prova de Aferição de Matemática — 2003
Todas as faces têm igual probabilidade de sair e os lançamentos são independentes: o que saiu nos lançamentos anteriores não influencia o próximo.
Há 4 faces com número par (2, 4, 6, 8) e 4 faces com número ímpar (1, 3, 5, 7), pelo que
É tão provável sair um número par como um número ímpar.
11. Faces de um dado (frequência relativa)
Um dado cúbico tem algumas das suas faces numeradas com o número 1. Lança-se o dado e regista-se o número da face que fica voltada para cima. Esta experiência foi repetida várias vezes. Na tabela apresentam-se os dados relativos ao número de vezes em que se registou o número 1.
| Número de tiragens | 40 | 150 | 245 | 680 | 780 | 1010 | 1340 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Número de vezes que se registou 1 | 18 | 72 | 125 | 342 | 385 | 505 | 668 |
Quantas faces têm inscrito o número 1? Mostra como chegaste à tua resposta.
Calcula-se a frequência relativa (número de vezes que saiu 1 ÷ número de tiragens):
| Número de tiragens | 40 | 150 | 245 | 680 | 780 | 1010 | 1340 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Registou 1 | 18 | 72 | 125 | 342 | 385 | 505 | 668 |
| Frequência relativa | 45,0% | 48,0% | 51,0% | 50,3% | 49,4% | 50,0% | 49,9% |
À medida que o número de tiragens aumenta, a frequência relativa estabiliza próximo de \(0{,}5\). Logo, estima-se que \(P(\text{sair }1)=\frac{1}{2}=\frac{3}{6}\).
12. Cartões numa caixa (frequência relativa)
Uma caixa tem 200 cartões numerados, indistinguíveis ao tato. Cada cartão tem inscrito um dos seguintes números: 10, 20 ou 30. Sabe-se que a quantidade de cartões com o número 20 e a quantidade de cartões com o número 30 são iguais.
Retira-se, ao acaso, um cartão, regista-se o número saído e volta a colocar-se o cartão na caixa. Esta experiência foi repetida várias vezes. Na tabela apresentam-se os dados relativos ao número de vezes em que se registou o número 10.
| Número de tiragens | 40 | 150 | 245 | 680 | 780 | 1010 | 1340 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Número de vezes que se registou 10 | 18 | 66 | 108 | 300 | 343 | 445 | 590 |
Quantos cartões têm inscrito o número 20? Mostra como chegaste à tua resposta.
A frequência relativa do número 10 estabiliza próximo de \(0{,}44\):
| Número de tiragens | 40 | 150 | 245 | 680 | 780 | 1010 | 1340 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Registou 10 | 18 | 66 | 108 | 300 | 343 | 445 | 590 |
| Frequência relativa | 45,0% | 44,0% | 44,1% | 44,1% | 44,0% | 44,1% | 44,0% |
Logo, \(P(\text{cartão }10)\approx0{,}44\), pelo que o número de cartões com o 10 é \(0{,}44\times200=88\).
Os restantes \(200-88=112\) cartões têm o número 20 ou o número 30, em quantidades iguais:
13. Fichas coloridas: casos favoráveis
Um saco tem fichas coloridas, indistinguíveis ao tato: 1 amarela, 1 verde, 1 azul e 1 branca. A Mafalda vai retirar uma ficha ao acaso e registar a cor da ficha retirada.
13.1 A experiência descrita é aleatória ou determinista? Porquê?
13.2 Indica o número de casos favoráveis aos acontecimentos seguintes.
a. A ficha retirada é branca.
b. A ficha retirada é azul.
c. A ficha retirada é azul ou é branca.
d. A ficha retirada não é amarela.
13.1 É aleatória, porque não é possível prever, antes de a realizar, qual a cor da ficha que vai sair (as fichas são indistinguíveis ao tato).
13.2 O espaço de resultados tem 4 cores: {amarela, verde, azul, branca}.
| a. branca | 1 caso favorável |
|---|---|
| b. azul | 1 caso favorável |
| c. azul ou branca | 2 casos favoráveis |
| d. não amarela | 3 casos favoráveis (verde, azul, branca) |
14. Caixa com 20 fichas numeradas
Uma caixa tem 20 fichas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 20.
14.1 Escreve um acontecimento:
a. impossível; b. elementar; c. certo; d. composto, mas não certo.
14.2 Indica o número de elementos favoráveis aos acontecimentos:
a. sair um número ímpar; b. sair um número divisível por 3; c. sair um quadrado perfeito; d. sair um divisor de 20.
14.3 Escreve os casos favoráveis aos acontecimentos:
a. sair um número múltiplo de 10; b. sair um número múltiplo de 8.
14.4 Imagina que vai ser introduzida 1 ficha numerada na caixa. Após a introdução dessa ficha:
- há 7 casos favoráveis ao acontecimento «sair um número divisor de 100»;
- há 5 casos favoráveis ao acontecimento «sair um número múltiplo de 5»;
- há 2 casos favoráveis ao acontecimento «sair um número múltiplo de 10».
Qual é o número da ficha que foi introduzida?
14.1 Por exemplo:
| a. impossível | «Sair o número 25.» |
|---|---|
| b. elementar | «Sair o número 7.» |
| c. certo | «Sair um número menor ou igual a 20.» |
| d. composto, mas não certo | «Sair um número par.» |
14.2
| a. ímpar | 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19 → 10 |
|---|---|
| b. divisível por 3 | 3, 6, 9, 12, 15, 18 → 6 |
| c. quadrado perfeito | 1, 4, 9, 16 → 4 |
| d. divisor de 20 | 1, 2, 4, 5, 10, 20 → 6 |
14.3
| a. múltiplo de 10 | 10 e 20 |
|---|---|
| b. múltiplo de 8 | 8 e 16 |
14.4 A ficha introduzida tem de ser, ao mesmo tempo: divisor de 100 (para os divisores de 100 passarem de 6 para 7), múltiplo de 5 (para os múltiplos de 5 passarem de 4 para 5) e não múltiplo de 10 (para os múltiplos de 10 se manterem 2). O único número nessas condições que ainda não está na caixa é o 25.
15. Bolas numeradas e coloridas
O Joaquim tem um saco com sete bolas, indistinguíveis ao tato. Cada bola está numerada com números inteiros positivos, inferiores a 10, todos diferentes, sendo verde se o número for par e azul se o número for ímpar.
Sabe-se que cinco das bolas estão numeradas com os números 3, 4, 5, 7 e 8. O Joaquim vai extrair do saco, sem olhar para o seu conteúdo, uma bola e registar os respetivos número e cor.
15.1 Que números devem ter as outras duas bolas, para que o acontecimento:
a. «O número da bola extraída ser múltiplo de 3.» seja elementar?
b. «A bola extraída ser verde e ter número divisor de 6.» seja composto?
c. «A bola extraída ser verde e ter número primo.» seja impossível?
15.2 Admite, agora, que os números das outras duas bolas são 1 e 9. Indica o número de casos favoráveis a cada um dos seguintes acontecimentos.
a. A bola extraída ser azul; b. A bola extraída ser azul e ter número primo; c. A bola extraída ser verde e ter número divisor de 9.
As outras duas bolas têm números de {1, 2, 6, 9} (inteiros de 1 a 9, diferentes dos já conhecidos).
15.1
| a. múltiplo de 3 (elementar) | Já existe a bola 3 (múltiplo de 3). Para haver só um caso favorável, as outras bolas não podem ser múltiplos de 3 (6 ou 9): devem ser 1 e 2. |
|---|---|
| b. verde e divisor de 6 (composto) | «Verde e divisor de 6» só se verifica para 2 e 6. Para haver mais do que um caso favorável, as outras bolas devem ser 2 e 6. |
| c. verde e primo (impossível) | «Verde e primo» só se verificaria para o número 2. Para ser impossível, as outras bolas não podem incluir o 2 (por exemplo, dois quaisquer de 1, 6 e 9). |
15.2 Com as bolas 1 e 9, o saco tem {1, 3, 4, 5, 7, 8, 9}. São azuis (ímpares) 1, 3, 5, 7, 9 e verdes (pares) 4 e 8.
| a. azul | 1, 3, 5, 7, 9 → 5 casos |
|---|---|
| b. azul e primo | 3, 5, 7 (o 1 e o 9 não são primos) → 3 casos |
| c. verde e divisor de 9 | Os divisores de 9 são 1, 3 e 9; nenhuma bola verde (4 ou 8) é divisor de 9 → 0 casos |
16. Soma de dois dados tetraédricos
O Manuel tem dois dados tetraédricos, equilibrados, com os vértices numerados de 1 a 4.
16.1 Considera a experiência: lançar um dado e registar o número do vértice que fica voltado para cima. Constrói a tabela de probabilidade associada a esta experiência.
| Número | 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|---|
| Probabilidade |
16.2 Considera, agora, que vão ser lançados os dois dados e registada a soma dos números dos vértices que ficam voltados para cima.
16.2.1 Completa a tabela.
| Dado 1 / Dado 2 | 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||
| 2 | ||||
| 3 | ||||
| 4 |
16.2.2 Determina a probabilidade de a soma ser igual a: a. 2; b. 5; c. 4; d. 13.
16.2.3 Escreve um acontecimento cuja probabilidade de ocorrer seja igual a: a. 0,125; b. 1; c. 0.
16.1 Os 4 números são igualmente prováveis:
| Número | 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|---|
| Probabilidade | \(\frac{1}{4}\) | \(\frac{1}{4}\) | \(\frac{1}{4}\) | \(\frac{1}{4}\) |
16.2.1 Há 16 resultados igualmente possíveis.
| Dado 1 / Dado 2 | 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
16.2.2
| a. soma 2 | Só (1,1): \(P=\dfrac{1}{16}\) |
|---|---|
| b. soma 5 | (1,4),(2,3),(3,2),(4,1): \(P=\dfrac{4}{16}=\dfrac{1}{4}\) |
| c. soma 4 | (1,3),(2,2),(3,1): \(P=\dfrac{3}{16}\) |
| d. soma 13 | Impossível (soma máxima 8): \(P=0\) |
16.2.3 Por exemplo:
| a. \(0{,}125\) | «A soma ser 3» — 2 casos, \(\dfrac{2}{16}=\dfrac{1}{8}=0{,}125\) |
|---|---|
| b. \(1\) | «A soma ser menor ou igual a 8» — acontecimento certo |
| c. \(0\) | «A soma ser igual a 1» — acontecimento impossível |
17. Saco de bolas (probabilidades dadas)
Um saco contém um certo número de bolas indistinguíveis ao tato. Algumas são brancas, outras são azuis e as restantes são verdes. O André vai retirar, ao acaso, uma bola do saco. A tabela de probabilidade associada a esta experiência é:
| Cor da bola | Branca | Azul | Verde |
|---|---|---|---|
| Probabilidade | 0,4 | 0,4 | \(a\) |
17.1 Qual é a probabilidade de retirar uma bola verde? Mostra como chegaste à tua resposta.
17.2 Se o saco tem 8 bolas brancas, quantas bolas azuis e verdes tem? Mostra como chegaste à tua resposta.
17.1 A soma de todas as probabilidades é 1:
A probabilidade de sair uma bola verde é \(0{,}2\).
17.2 As 8 bolas brancas correspondem a uma probabilidade de \(0{,}4\). O número total de bolas é:
Assim: azuis \(=0{,}4\times20=8\) e verdes \(=0{,}2\times20=4\).
18. Saco de bolas com incógnita
Um saco contém um certo número de bolas indistinguíveis ao tato. Algumas são brancas, outras são azuis e as restantes são verdes. O André vai retirar, ao acaso, uma bola do saco. A tabela de probabilidade associada a esta experiência é:
| Cor da bola | Branca | Azul | Verde |
|---|---|---|---|
| Probabilidade | \(a\) | \(2a\) | \(3a\) |
18.1 Qual é a probabilidade de retirar uma bola verde? Mostra como chegaste à tua resposta.
18.2 Se o saco tem 8 bolas brancas, quantas bolas azuis e verdes tem? Mostra como chegaste à tua resposta.
18.1 A soma das probabilidades é 1:
A probabilidade de sair uma bola verde é \(3a=\dfrac{3}{6}=\dfrac{1}{2}\).
18.2 As 8 bolas brancas correspondem a \(a=\dfrac{1}{6}\). O número total de bolas é:
Assim: azuis \(=2a\times48=\dfrac{1}{3}\times48=16\) e verdes \(=3a\times48=\dfrac{1}{2}\times48=24\).
19. Produto num dado (planificação)
Considera o dado, equilibrado, cuja planificação se representa na figura. A Rita vai lançar o dado duas vezes, e determinar o produto dos números das faces que ficam voltadas para cima, nos dois lançamentos.
19.1 Classifica os seguintes acontecimentos como certo, impossível, elementar ou composto (pode aplicar-se mais do que uma classificação).
a. O produto obtido ser zero.
b. O produto obtido ser negativo.
c. O produto obtido ser 2.
d. O produto obtido ser maior ou igual a −1.
19.2 Indica se é verdadeira ou falsa a seguinte afirmação e justifica a tua resposta:
«É tão provável o produto obtido ser zero como não o ser.»
O dado tem as faces 0, 0, 1, 1, −1 e −1. Em cada lançamento, \(P(0)=P(1)=P(-1)=\dfrac{2}{6}=\dfrac{1}{3}\). Os produtos possíveis são apenas −1, 0 e 1.
19.1
| a. produto zero | Composto (acontece sempre que sai um 0; há vários casos favoráveis). |
|---|---|
| b. produto negativo | Composto (produto −1, obtido com um 1 e um −1; há vários casos favoráveis). |
| c. produto 2 | Impossível (o produto nunca é 2). |
| d. produto ≥ −1 | Certo (e composto) — todos os produtos (−1, 0 ou 1) são ≥ −1. |
19.2 Falsa. O produto é zero sempre que pelo menos um dos lançamentos dá 0:
Como \(\tfrac{5}{9}\neq\tfrac{4}{9}\), não é tão provável o produto ser zero como não o ser (é mais provável ser zero).
20. Produto de dois dados tetraédricos
O Paulo tem dois dados tetraédricos, um branco e um preto, ambos equilibrados. As faces do dado branco estão numeradas de −1 a 2, e as do dado preto estão numeradas de −2 a 1.
O Paulo lançou uma vez os dois dados e multiplicou os valores registados nas faces que ficaram voltadas para baixo. Constrói a tabela de probabilidade associada a esta experiência aleatória. Mostra como obtiveste a tua resposta.
Adaptado do Exame Nacional 3.º Ciclo — 2007, 2.ª Chamada
Dado branco: −1, 0, 1, 2. Dado preto: −2, −1, 0, 1. Há \(4\times4=16\) resultados igualmente possíveis. Os produtos são:
| Branco / Preto | −2 | −1 | 0 | 1 |
|---|---|---|---|---|
| −1 | 2 | 1 | 0 | −1 |
| 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 1 | −2 | −1 | 0 | 1 |
| 2 | −4 | −2 | 0 | 2 |
Contando quantas vezes aparece cada produto obtém-se a tabela de probabilidade:
| Produto | −4 | −2 | −1 | 0 | 1 | 2 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Probabilidade | \(\frac{1}{16}\) | \(\frac{2}{16}\) | \(\frac{2}{16}\) | \(\frac{7}{16}\) | \(\frac{2}{16}\) | \(\frac{2}{16}\) |
(A soma das probabilidades é \(\frac{1+2+2+7+2+2}{16}=\frac{16}{16}=1\).)
21. Sorteio de nomes
A Ana, o Miguel, o Flávio, a Iara e a Clara estão a fazer um trabalho de grupo. Querem escolher dois elementos do grupo para aplicarem um questionário. Como não entraram em acordo, decidiram realizar um sorteio. Escreveram cada um dos nomes num papel, colocaram dentro do saco e retiraram dois papéis em simultâneo.
Qual é a probabilidade dos seguintes acontecimentos:
a. os nomes da Ana e da Iara serem sorteados?
b. o nome do Flávio ser sorteado?
c. o nome da Clara não ser sorteado?
Escolher 2 nomes entre os 5, sem ordem, dá 10 pares possíveis igualmente prováveis:
{Ana, Miguel}, {Ana, Flávio}, {Ana, Iara}, {Ana, Clara}, {Miguel, Flávio}, {Miguel, Iara}, {Miguel, Clara}, {Flávio, Iara}, {Flávio, Clara}, {Iara, Clara}.
| a. Ana e Iara | Há 1 par favorável: \(P=\dfrac{1}{10}\) |
|---|---|
| b. Flávio sorteado | O Flávio aparece em 4 pares: \(P=\dfrac{4}{10}=\dfrac{2}{5}\) |
| c. Clara não sorteada | Há 6 pares sem a Clara: \(P=\dfrac{6}{10}=\dfrac{3}{5}\) |