Experiência aleatória, espaço de resultados, acontecimentos e tabelas de probabilidade — 8.º ano
Experiência aleatória e espaço de resultados
1.
Identificar uma experiência aleatória
Qual das seguintes experiências não é uma experiência aleatória?
[A] Retirar um berlinde de um saco com berlindes azuis e berlindes verdes, e verificar a sua cor.
[B] Retirar uma carta de um baralho completo de cartas e verificar o seu naipe.
[C] Lançar um dado equilibrado, com as faces numeradas, e verificar o número inscrito na face que fica voltada para cima.
[D] Retirar um berlinde azul de uma caixa com 60 berlindes azuis e verificar a sua cor.
Numa experiência aleatória não é possível prever o resultado antes de a realizar. Na opção [D], a caixa só tem berlindes azuis, pelo que já sabemos que vai sair um berlinde azul antes de se realizar a experiência.
Opção [D].
2.
Espaço de resultados e acontecimentos (roleta)
Considera a experiência aleatória, que consiste em rodar a roleta da figura e registar o número inscrito no setor para o qual a seta aponta.
2.1 Indica o espaço de resultados da experiência.
2.2 Indica, nesta experiência, um acontecimento:
a) elementar; b) composto, mas não certo; c) certo; d) impossível.
2.3 Indica os resultados favoráveis ao acontecimento «Sair um número primo menor que 7».
2.1 \(E=\{1,\,2,\,3,\,4,\,5,\,6,\,7,\,8\}\)
2.2 Por exemplo:
a) elementar
«Sair o número 1.»
b) composto, mas não certo
«Sair o número 1 ou o número 2.»
c) certo
«Sair um número menor ou igual a 8.»
d) impossível
«Sair o número 9.»
2.3 Os números primos menores que 7 são 2, 3 e 5. Resultados favoráveis: 2, 3 e 5.
Acontecimentos e probabilidade
3.
Acontecimentos no lançamento de um dado
Lançou-se um dado cúbico não viciado, com as faces numeradas de 1 a 6. Considera os seguintes acontecimentos.
\(A\): «Sair um número primo.»
\(B\): «Sair um número par.»
\(C\): «Sair um número par menor que 6.»
Qual das seguintes afirmações é verdadeira?
[A] \(A\) é um acontecimento certo.
[B] \(A\) é um acontecimento impossível.
[C] \(B\) é um acontecimento certo.
[D] \(C\) é um acontecimento composto, mas não certo.
O espaço de resultados é \(E=\{1,2,3,4,5,6\}\). Os acontecimentos são:
Cada um deles tem mais do que um resultado (é composto) mas nenhum tem os seis resultados (nenhum é certo). Em particular, \(C=\{2,4\}\) é composto, mas não certo.
Opção [D].
4.
Experiência com um baralho de cartas
Um baralho de cartas completo é constituído por 52 cartas, repartidas por quatro naipes de 13 cartas cada (espadas, copas, ouros e paus). Cada naipe tem três figuras (rei, dama e valete).
Considera a experiência que consiste em retirar, ao acaso, uma carta do baralho e registar essa carta.
4.1 A experiência referida é aleatória? Justifica a tua resposta.
4.2 Indica um acontecimento:
a) possível, mas não certo; b) impossível; c) certo.
4.1 Sim, porque não é possível prever o resultado que se obtém, mesmo quando é repetida exatamente nas mesmas condições.
4.2 Por exemplo:
a) possível, mas não certo
«Sair uma carta do naipe de copas.»
b) impossível
«Sair um 11 de paus.» (não existe carta com o número 11)
c) certo
«Sair uma carta de espadas, copas, ouros ou paus.»
5.
Classificar acontecimentos (roleta 1 a 20)
Observa a roleta da figura. Considera a experiência, que consiste em rodar o ponteiro uma vez e verificar o número obtido. Classifica cada um dos seguintes acontecimentos, utilizando os termos: elementar; composto, mas não certo; composto e certo; impossível.
5.1 «Sair o número 7.»
5.2 «Sair o número 71.»
5.3 «Sair um número par.»
5.4 «Sair um número racional.»
5.5 «Sair um número negativo.»
5.6 «Sair um número primo.»
5.7 «Sair um múltiplo de 4.»
5.8 «Sair um quadrado perfeito.»
5.9 «Sair um divisor de 18.»
O espaço de resultados é \(E=\{1,2,3,\ldots,20\}\).
Acontecimento
Resultados favoráveis
Classificação
5.1
7
Elementar
5.2
— (o 71 não pertence a \(E\))
Impossível
5.3
2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20
Composto, mas não certo
5.4
1, 2, 3, …, 20 (todos são racionais)
Composto e certo
5.5
— (não há números negativos)
Impossível
5.6
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19
Composto, mas não certo
5.7
4, 8, 12, 16, 20
Composto, mas não certo
5.8
1, 4, 9, 16
Composto, mas não certo
5.9
1, 2, 3, 6, 9, 18
Composto, mas não certo
6.
Pião: acontecimentos e probabilidade
Considera a experiência que consiste em rodar o pião da figura e registar o número inscrito no setor que fica a tocar o chão.
6.1 Classifica como verdadeira ou falsa cada uma das seguintes afirmações.
Afirmações
Verdadeira
Falsa
A. A experiência é aleatória.
B. Esta experiência, repetida nas mesmas condições, produz sempre o mesmo resultado.
C. «Sair um número par» é um acontecimento certo.
D. «Sair um número primo» é um acontecimento impossível.
6.2 Constrói uma tabela de probabilidade associada a esta experiência.
6.1 O espaço de resultados é \(E=\{1,2,3,4,5\}\).
Afirmações
V
F
A. A experiência é aleatória.
V
B. Repetida nas mesmas condições, produz sempre o mesmo resultado.
F
C. «Sair um número par» é um acontecimento certo.
F
D. «Sair um número primo» é um acontecimento impossível.
F
A
Verdadeira — não é possível prever o resultado, mesmo repetindo a experiência nas mesmas condições.
B
Falsa — não é possível prever o resultado, logo pode não ser sempre o mesmo.
C
Falsa — os resultados favoráveis a «número par» são apenas 2 e 4. É um acontecimento composto, mas não certo.
D
Falsa — os resultados favoráveis a «número primo» são 2, 3 e 5. É um acontecimento composto (e possível).
6.2 Como o pião tem 5 setores iguais, cada face tem probabilidade \(\frac{1}{5}\):
Face
1
2
3
4
5
Probabilidade
\(\frac{1}{5}\)
\(\frac{1}{5}\)
\(\frac{1}{5}\)
\(\frac{1}{5}\)
\(\frac{1}{5}\)
7.
Tabela de probabilidade (planificação)
Considera a experiência aleatória, que consiste em lançar um dado cúbico, cuja planificação está representada na figura, e registar a face que fica voltada para cima. Constrói a tabela de probabilidade associada a esta experiência.
O dado tem 6 faces: o número 1 aparece 2 vezes, o número 2 aparece 3 vezes e o número 4 aparece 1 vez. As faces do dado são igualmente prováveis, por isso:
Face
1
2
4
Probabilidade
\(\frac{2}{6}=\frac{1}{3}\)
\(\frac{3}{6}=\frac{1}{2}\)
\(\frac{1}{6}\)
Conceito frequencista de probabilidade
8.
Moeda equilibrada e frequência
Classifica como verdadeira ou falsa a afirmação:
«Atirei uma moeda equilibrada ao ar seis vezes e saiu sempre a face nacional. Da próxima vez que o fizer, será muito mais provável sair, novamente, a face nacional.»
Afirmação falsa. Como a moeda é equilibrada, a probabilidade de sair face nacional ou face europeia é a mesma \(\left(\frac{1}{2}\right)\). Os lançamentos são independentes, pelo que os resultados anteriores não influenciam o próximo.
9.
Probabilidades num saco de bolas
Um saco contém vinte bolas, numeradas de 1 a 20, indistinguíveis ao tato. Ao acaso, extrai-se uma bola do saco e anota-se o respetivo número.
9.1 Indica a probabilidade de esse número ser:
a) o número 4; b) um quadrado perfeito; c) menor que 10; d) primo e ímpar.
9.2 Realizando a experiência 500 vezes, quantas vezes é de esperar que seja extraída a bola com o número 13? Explica como pensaste.
9.1 Há 20 resultados igualmente possíveis.
a) o número 4
Existe uma bola com o número 4, entre as 20 bolas: \(P=\dfrac{1}{20}\).
b) quadrado perfeito
Os quadrados perfeitos de 1 a 20 são 1, 4, 9 e 16: \(P=\dfrac{4}{20}=\dfrac{1}{5}\).
c) menor que 10
Há 9 números menores que 10 (de 1 a 9): \(P=\dfrac{9}{20}\).
d) primo e ímpar
Os números primos e ímpares de 1 a 20 são 3, 5, 7, 11, 13, 17 e 19: \(P=\dfrac{7}{20}\).
9.2 Cada bola tem a mesma probabilidade de sair, logo \(P(13)=\dfrac{1}{20}\). Quando se repete uma experiência aleatória um número elevado de vezes, a frequência relativa de um acontecimento tende a estabilizar num valor próximo da sua probabilidade. Assim, em 500 repetições espera-se que a bola 13 saia:
\[
500\times\frac{1}{20}=25\ \text{vezes}
\]
10.
Octaedro e resultados independentes
O dado da figura tem a forma de um octaedro regular. As suas oito faces triangulares estão numeradas de 1 a 8 e, quando o dado é lançado, têm igual probabilidade de sair.
Lançou-se o dado oito vezes e, das oito vezes, ficou voltada para baixo uma face com um número ímpar. O dado vai ser lançado novamente. Qual das seguintes afirmações está correta?
[A] É mais provável ficar agora voltada para baixo uma face com um número par.
[B] É tão provável ficar voltada para baixo uma face com um número par como uma face com um número ímpar.
[C] É mais provável que continue a ficar voltada para baixo uma face com um número ímpar.
[D] Não pode ficar outra vez voltada para baixo uma face com um número ímpar.
Adaptado de Prova de Aferição de Matemática — 2003
Todas as faces têm igual probabilidade de sair e os lançamentos são independentes: o que saiu nos lançamentos anteriores não influencia o próximo.
Há 4 faces com número par (2, 4, 6, 8) e 4 faces com número ímpar (1, 3, 5, 7), pelo que
É tão provável sair um número par como um número ímpar.
Opção [B].
11.
Faces de um dado (frequência relativa)
Um dado cúbico tem algumas das suas faces numeradas com o número 1. Lança-se o dado e regista-se o número da face que fica voltada para cima. Esta experiência foi repetida várias vezes. Na tabela apresentam-se os dados relativos ao número de vezes em que se registou o número 1.
Número de tiragens
40
150
245
680
780
1010
1340
Número de vezes que se registou 1
18
72
125
342
385
505
668
Quantas faces têm inscrito o número 1? Mostra como chegaste à tua resposta.
Calcula-se a frequência relativa (número de vezes que saiu 1 ÷ número de tiragens):
Número de tiragens
40
150
245
680
780
1010
1340
Registou 1
18
72
125
342
385
505
668
Frequência relativa
45,0%
48,0%
51,0%
50,3%
49,4%
50,0%
49,9%
À medida que o número de tiragens aumenta, a frequência relativa estabiliza próximo de \(0{,}5\). Logo, estima-se que \(P(\text{sair }1)=\frac{1}{2}=\frac{3}{6}\).
O dado tem 3 faces com o número 1.
12.
Cartões numa caixa (frequência relativa)
Uma caixa tem 200 cartões numerados, indistinguíveis ao tato. Cada cartão tem inscrito um dos seguintes números: 10, 20 ou 30. Sabe-se que a quantidade de cartões com o número 20 e a quantidade de cartões com o número 30 são iguais.
Retira-se, ao acaso, um cartão, regista-se o número saído e volta a colocar-se o cartão na caixa. Esta experiência foi repetida várias vezes. Na tabela apresentam-se os dados relativos ao número de vezes em que se registou o número 10.
Número de tiragens
40
150
245
680
780
1010
1340
Número de vezes que se registou 10
18
66
108
300
343
445
590
Quantos cartões têm inscrito o número 20? Mostra como chegaste à tua resposta.
A frequência relativa do número 10 estabiliza próximo de \(0{,}44\):
Número de tiragens
40
150
245
680
780
1010
1340
Registou 10
18
66
108
300
343
445
590
Frequência relativa
45,0%
44,0%
44,1%
44,1%
44,0%
44,1%
44,0%
Logo, \(P(\text{cartão }10)\approx0{,}44\), pelo que o número de cartões com o 10 é \(0{,}44\times200=88\).
Os restantes \(200-88=112\) cartões têm o número 20 ou o número 30, em quantidades iguais:
\[
112\div2=56
\]
56 cartões têm o número 20.
Casos favoráveis e acontecimentos
13.
Fichas coloridas: casos favoráveis
Um saco tem fichas coloridas, indistinguíveis ao tato: 1 amarela, 1 verde, 1 azul e 1 branca. A Mafalda vai retirar uma ficha ao acaso e registar a cor da ficha retirada.
13.1 A experiência descrita é aleatória ou determinista? Porquê?
13.2 Indica o número de casos favoráveis aos acontecimentos seguintes.
a. A ficha retirada é branca. b. A ficha retirada é azul. c. A ficha retirada é azul ou é branca. d. A ficha retirada não é amarela.
13.1 É aleatória, porque não é possível prever, antes de a realizar, qual a cor da ficha que vai sair (as fichas são indistinguíveis ao tato).
13.2 O espaço de resultados tem 4 cores: {amarela, verde, azul, branca}.
a. branca
1 caso favorável
b. azul
1 caso favorável
c. azul ou branca
2 casos favoráveis
d. não amarela
3 casos favoráveis (verde, azul, branca)
14.
Caixa com 20 fichas numeradas
Uma caixa tem 20 fichas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 20.
14.1 Escreve um acontecimento:
a. impossível; b. elementar; c. certo; d. composto, mas não certo.
14.2 Indica o número de elementos favoráveis aos acontecimentos:
a. sair um número ímpar; b. sair um número divisível por 3; c. sair um quadrado perfeito; d. sair um divisor de 20.
14.3 Escreve os casos favoráveis aos acontecimentos:
a. sair um número múltiplo de 10; b. sair um número múltiplo de 8.
14.4 Imagina que vai ser introduzida 1 ficha numerada na caixa. Após a introdução dessa ficha:
há 7 casos favoráveis ao acontecimento «sair um número divisor de 100»;
há 5 casos favoráveis ao acontecimento «sair um número múltiplo de 5»;
há 2 casos favoráveis ao acontecimento «sair um número múltiplo de 10».
Qual é o número da ficha que foi introduzida?
14.1 Por exemplo:
a. impossível
«Sair o número 25.»
b. elementar
«Sair o número 7.»
c. certo
«Sair um número menor ou igual a 20.»
d. composto, mas não certo
«Sair um número par.»
14.2
a. ímpar
1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19 → 10
b. divisível por 3
3, 6, 9, 12, 15, 18 → 6
c. quadrado perfeito
1, 4, 9, 16 → 4
d. divisor de 20
1, 2, 4, 5, 10, 20 → 6
14.3
a. múltiplo de 10
10 e 20
b. múltiplo de 8
8 e 16
14.4 A ficha introduzida tem de ser, ao mesmo tempo: divisor de 100 (para os divisores de 100 passarem de 6 para 7), múltiplo de 5 (para os múltiplos de 5 passarem de 4 para 5) e não múltiplo de 10 (para os múltiplos de 10 se manterem 2). O único número nessas condições que ainda não está na caixa é o 25.
A ficha introduzida tem o número 25.
15.
Bolas numeradas e coloridas
O Joaquim tem um saco com sete bolas, indistinguíveis ao tato. Cada bola está numerada com números inteiros positivos, inferiores a 10, todos diferentes, sendo verde se o número for par e azul se o número for ímpar.
Sabe-se que cinco das bolas estão numeradas com os números 3, 4, 5, 7 e 8. O Joaquim vai extrair do saco, sem olhar para o seu conteúdo, uma bola e registar os respetivos número e cor.
15.1 Que números devem ter as outras duas bolas, para que o acontecimento:
a. «O número da bola extraída ser múltiplo de 3.» seja elementar? b. «A bola extraída ser verde e ter número divisor de 6.» seja composto? c. «A bola extraída ser verde e ter número primo.» seja impossível?
15.2 Admite, agora, que os números das outras duas bolas são 1 e 9. Indica o número de casos favoráveis a cada um dos seguintes acontecimentos.
a. A bola extraída ser azul; b. A bola extraída ser azul e ter número primo; c. A bola extraída ser verde e ter número divisor de 9.
As outras duas bolas têm números de {1, 2, 6, 9} (inteiros de 1 a 9, diferentes dos já conhecidos).
15.1
a. múltiplo de 3 (elementar)
Já existe a bola 3 (múltiplo de 3). Para haver só um caso favorável, as outras bolas não podem ser múltiplos de 3 (6 ou 9): devem ser 1 e 2.
b. verde e divisor de 6 (composto)
«Verde e divisor de 6» só se verifica para 2 e 6. Para haver mais do que um caso favorável, as outras bolas devem ser 2 e 6.
c. verde e primo (impossível)
«Verde e primo» só se verificaria para o número 2. Para ser impossível, as outras bolas não podem incluir o 2 (por exemplo, dois quaisquer de 1, 6 e 9).
15.2 Com as bolas 1 e 9, o saco tem {1, 3, 4, 5, 7, 8, 9}. São azuis (ímpares) 1, 3, 5, 7, 9 e verdes (pares) 4 e 8.
a. azul
1, 3, 5, 7, 9 → 5 casos
b. azul e primo
3, 5, 7 (o 1 e o 9 não são primos) → 3 casos
c. verde e divisor de 9
Os divisores de 9 são 1, 3 e 9; nenhuma bola verde (4 ou 8) é divisor de 9 → 0 casos
Cálculo de probabilidades
16.
Soma de dois dados tetraédricos
O Manuel tem dois dados tetraédricos, equilibrados, com os vértices numerados de 1 a 4.
16.1 Considera a experiência: lançar um dado e registar o número do vértice que fica voltado para cima. Constrói a tabela de probabilidade associada a esta experiência.
Número
1
2
3
4
Probabilidade
16.2 Considera, agora, que vão ser lançados os dois dados e registada a soma dos números dos vértices que ficam voltados para cima.
16.2.1 Completa a tabela.
Soma dos números saídos
Dado 1 / Dado 2
1
2
3
4
1
2
3
4
16.2.2 Determina a probabilidade de a soma ser igual a: a. 2; b. 5; c. 4; d. 13.
16.2.3 Escreve um acontecimento cuja probabilidade de ocorrer seja igual a: a. 0,125; b. 1; c. 0.
«A soma ser 3» — 2 casos, \(\dfrac{2}{16}=\dfrac{1}{8}=0{,}125\)
b. \(1\)
«A soma ser menor ou igual a 8» — acontecimento certo
c. \(0\)
«A soma ser igual a 1» — acontecimento impossível
17.
Saco de bolas (probabilidades dadas)
Um saco contém um certo número de bolas indistinguíveis ao tato. Algumas são brancas, outras são azuis e as restantes são verdes. O André vai retirar, ao acaso, uma bola do saco. A tabela de probabilidade associada a esta experiência é:
Cor da bola
Branca
Azul
Verde
Probabilidade
0,4
0,4
\(a\)
17.1 Qual é a probabilidade de retirar uma bola verde? Mostra como chegaste à tua resposta.
17.2 Se o saco tem 8 bolas brancas, quantas bolas azuis e verdes tem? Mostra como chegaste à tua resposta.
17.1 A soma de todas as probabilidades é 1:
\[
a=1-(0{,}4+0{,}4)=0{,}2
\]
A probabilidade de sair uma bola verde é \(0{,}2\).
17.2 As 8 bolas brancas correspondem a uma probabilidade de \(0{,}4\). O número total de bolas é:
\[
8\div0{,}4=20\ \text{bolas}
\]
Assim: azuis \(=0{,}4\times20=8\) e verdes \(=0{,}2\times20=4\).
O saco tem 8 bolas azuis e 4 bolas verdes.
18.
Saco de bolas com incógnita
Um saco contém um certo número de bolas indistinguíveis ao tato. Algumas são brancas, outras são azuis e as restantes são verdes. O André vai retirar, ao acaso, uma bola do saco. A tabela de probabilidade associada a esta experiência é:
Cor da bola
Branca
Azul
Verde
Probabilidade
\(a\)
\(2a\)
\(3a\)
18.1 Qual é a probabilidade de retirar uma bola verde? Mostra como chegaste à tua resposta.
18.2 Se o saco tem 8 bolas brancas, quantas bolas azuis e verdes tem? Mostra como chegaste à tua resposta.
A probabilidade de sair uma bola verde é \(3a=\dfrac{3}{6}=\dfrac{1}{2}\).
18.2 As 8 bolas brancas correspondem a \(a=\dfrac{1}{6}\). O número total de bolas é:
\[
8\div\frac{1}{6}=48\ \text{bolas}
\]
Assim: azuis \(=2a\times48=\dfrac{1}{3}\times48=16\) e verdes \(=3a\times48=\dfrac{1}{2}\times48=24\).
O saco tem 16 bolas azuis e 24 bolas verdes.
19.
Produto num dado (planificação)
Considera o dado, equilibrado, cuja planificação se representa na figura. A Rita vai lançar o dado duas vezes, e determinar o produto dos números das faces que ficam voltadas para cima, nos dois lançamentos.
19.1 Classifica os seguintes acontecimentos como certo, impossível, elementar ou composto (pode aplicar-se mais do que uma classificação).
a. O produto obtido ser zero. b. O produto obtido ser negativo. c. O produto obtido ser 2. d. O produto obtido ser maior ou igual a −1.
19.2 Indica se é verdadeira ou falsa a seguinte afirmação e justifica a tua resposta:
«É tão provável o produto obtido ser zero como não o ser.»
O dado tem as faces 0, 0, 1, 1, −1 e −1. Em cada lançamento, \(P(0)=P(1)=P(-1)=\dfrac{2}{6}=\dfrac{1}{3}\). Os produtos possíveis são apenas −1, 0 e 1.
19.1
a. produto zero
Composto (acontece sempre que sai um 0; há vários casos favoráveis).
b. produto negativo
Composto (produto −1, obtido com um 1 e um −1; há vários casos favoráveis).
c. produto 2
Impossível (o produto nunca é 2).
d. produto ≥ −1
Certo (e composto) — todos os produtos (−1, 0 ou 1) são ≥ −1.
19.2Falsa. O produto é zero sempre que pelo menos um dos lançamentos dá 0:
Como \(\tfrac{5}{9}\neq\tfrac{4}{9}\), não é tão provável o produto ser zero como não o ser (é mais provável ser zero).
20.
Produto de dois dados tetraédricos
O Paulo tem dois dados tetraédricos, um branco e um preto, ambos equilibrados. As faces do dado branco estão numeradas de −1 a 2, e as do dado preto estão numeradas de −2 a 1.
O Paulo lançou uma vez os dois dados e multiplicou os valores registados nas faces que ficaram voltadas para baixo. Constrói a tabela de probabilidade associada a esta experiência aleatória. Mostra como obtiveste a tua resposta.
Adaptado do Exame Nacional 3.º Ciclo — 2007, 2.ª Chamada
Dado branco: −1, 0, 1, 2. Dado preto: −2, −1, 0, 1. Há \(4\times4=16\) resultados igualmente possíveis. Os produtos são:
Produto (branco × preto)
Branco / Preto
−2
−1
0
1
−1
2
1
0
−1
0
0
0
0
0
1
−2
−1
0
1
2
−4
−2
0
2
Contando quantas vezes aparece cada produto obtém-se a tabela de probabilidade:
Produto
−4
−2
−1
0
1
2
Probabilidade
\(\frac{1}{16}\)
\(\frac{2}{16}\)
\(\frac{2}{16}\)
\(\frac{7}{16}\)
\(\frac{2}{16}\)
\(\frac{2}{16}\)
(A soma das probabilidades é \(\frac{1+2+2+7+2+2}{16}=\frac{16}{16}=1\).)
21.
Sorteio de nomes
A Ana, o Miguel, o Flávio, a Iara e a Clara estão a fazer um trabalho de grupo. Querem escolher dois elementos do grupo para aplicarem um questionário. Como não entraram em acordo, decidiram realizar um sorteio. Escreveram cada um dos nomes num papel, colocaram dentro do saco e retiraram dois papéis em simultâneo.
Qual é a probabilidade dos seguintes acontecimentos:
a. os nomes da Ana e da Iara serem sorteados? b. o nome do Flávio ser sorteado? c. o nome da Clara não ser sorteado?
Escolher 2 nomes entre os 5, sem ordem, dá 10 pares possíveis igualmente prováveis: